‘O Centrão aderiu em peso ao Tarcísio’, diz Haddad em sabatina de VEJA
Ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo foi entrevistado nesta terça-feira, 25
O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou a adesão das siglas de centro à campanha do seu adversário nas urnas, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição. A conjuntura estadual não se espelha na nacional: o adversário do PT, Flávio Bolsonaro (PL), tentou até o fim das convenções atrair o apoio de siglas do Centrão, mas acabou fechando uma chapa puro-sangue. Partidos com cofres polpudos e mais tempo de televisão optaram pela neutralidade, ao menos no primeiro turno.
“O Centrão aderiu em peso ao Tarcísio, o que não aconteceu no plano federal. No plano federal nós tivemos uma neutralidade muito grande de partidos como o PSD, MDB, o PP. Não aconteceu isso no plano estadual”, disse Haddad. Seu adversário é do Republicanos, partido que decidiu não apoiar Flávio Bolsonaro, e conta com o apoio direto do PP e do PL, com lideranças estaduais dessas siglas em cima do seu palanque.
Haddad também disse que a polarização das eleições torna um segundo turno em São Paulo “matematicamente inviável”. As últimas pesquisas de intenção de voto no estado têm mostrado uma liderança com folga de Tarcísio, com chances de vitória ainda no primeiro turno. “Tendo só dois candidatos, é matematicamente inviável um segundo turno, porque está polarizado em torno de dois nomes”, disse o ex-ministro da Fazenda.
Haddad também disse na sabatina que tem um “papel” a cumprir na campanha. “Meu papel é usar essa campanha para expor ao eleitor de São Paulo a situação de algumas áreas específicas. Eu quero focar o meu discurso em educação, segurança e saúde, que pioraram”, disse Haddad. Além disso, a candidatura dele no estado é um importante palanque para a campanha do presidente Lula.







