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O cenário desenhado no Rio Grande do Sul por novo levantamento do Paraná Pesquisas

No Ponto de Vista, Rodrigo Prando aponta equilíbrio entre os dois candidatos e destaca força das coligações na corrida pelo governo gaúcho

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 ago 2026, 13h52
O cenário desenhado no Rio Grande do Sul por novo levantamento do Paraná Pesquisas Priorizar nos meus resultados Google

Zucco e Juliana Brizola aparecem tecnicamente empatados na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, segundo os números da Paraná Pesquisas apresentados no Ponto de Vista, de VEJA. Para o cientista político Rodrigo Prando, o cenário coloca as alianças construídas pelos dois candidatos entre os principais elementos a serem observados na campanha (este texto é um resumo do vídeo acima).

Zucco (PL) registra 34,4% das intenções de voto, enquanto Juliana (PDT) tem 31,4%. Gabriel Souza aparece com 11,3%. Outros 6,3% não souberam ou não quiseram responder, e 7,7% declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato. O levantamento ouviu 1.504 eleitores gaúchos entre 18 e 20 de agosto, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais.

A distância entre os dois primeiros colocados levanta questões sobre uma mudança no cenário da disputa. Se anteriormente havia expectativa mencionada no programa sobre uma possível vitória de Zucco ainda no primeiro turno, os números apresentados agora mostram uma corrida mais equilibrada com Juliana.

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O que explica o equilíbrio entre Zucco e Juliana Brizola?

“Existe aí na pesquisa um empate técnico dentro da margem de erro”, afirmou Prando. Ao analisar a candidatura de Juliana, neta de Leonel Brizola, o cientista político chamou atenção para sua ligação com a tradição trabalhista no Rio Grande do Sul.

Mais do que os percentuais, porém, Prando destacou as alianças construídas pelos candidatos. Segundo ele, Zucco conseguiu reunir uma coligação formada por diferentes partidos, enquanto Juliana também estruturou uma frente de legendas em torno de sua candidatura.

“Uma coisa que eu gostaria de chamar a atenção é a coligação que ambos possuem”, disse. Para Prando, a composição das chapas ajuda a mostrar a dimensão política assumida pela disputa gaúcha.

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Qual é o trunfo político de Zucco?

Na avaliação de Prando, a capacidade de formar uma aliança partidária é um dos pontos relevantes da candidatura de Zucco. O cientista político comparou essa articulação ao cenário da eleição presidencial descrito durante o programa e afirmou que o candidato conseguiu no Rio Grande do Sul uma composição que Flávio Bolsonaro buscava no plano nacional.

Segundo sua análise, enquanto Zucco reúne diferentes legendas ao redor de sua candidatura, Flávio enfrenta a disputa presidencial em uma chapa pura.

A leitura do cientista político coloca a estrutura partidária como um dos componentes da força de Zucco na corrida estadual, ao mesmo tempo em que os números mostram Juliana suficientemente próxima para manter a eleição aberta.

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A disputa caminha para o segundo turno?

Para Prando, esse é o cenário que começa a se desenhar. “De fato, a gente vai provavelmente ter desenhado um segundo turno entre os dois”, afirmou.

O cientista político ponderou, no entanto, que uma nova etapa da eleição pode alterar de maneira significativa a correlação de forças. “Um segundo turno pode mudar substantivamente aí as posições”, disse.

Até aquele momento, Prando identificou duas forças principais na disputa: de um lado, o PL representado por Zucco; de outro, a frente formada em torno de Juliana Brizola. A corrida pelo governo gaúcho chega à campanha marcada pelo equilíbrio e pela disputa entre duas alianças partidárias.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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