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O cenário de ‘terra arrasada’ em estado termômetro da eleição presidencial

A disputa pelo governo de Minas Gerais expõe a fragilidade das estruturas partidárias tradicionais e deixa o eleitor diante de poucas alternativas consolidadas

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 ago 2026, 22h25
O cenário de ‘terra arrasada’ em estado termômetro da eleição presidencial Priorizar nos meus resultados Google

Considerado um Estado decisivo para a leitura das eleições presidenciais, Minas Gerais chega à disputa pelo governo com um cenário fragmentado e sem candidaturas fortes de PT e PL. Para o colunista do Radar Robson Bonin, a situação revela um quadro de fragilidade política que vai além da eleição estadual. (este texto é um resumo do vídeo acima)

No programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Bonin classificou como “triste” o cenário para o eleitor mineiro e afirmou que o Estado funciona como reflexo de um fenômeno político mais amplo. Na avaliação do colunista, a situação atual é resultado, entre outros fatores, da forma como o então governador Romeu Zema conduziu seu projeto político.

Como a gestão Zema contribuiu para o cenário atual?

Segundo Bonin, Zema construiu em Minas Gerais um projeto baseado na “negação da política”, que encontrou receptividade entre eleitores. O modelo, segundo o colunista, partia da ideia de que um empresário poderia governar sem estabelecer relações políticas tradicionais ou construir alianças.

O problema, na avaliação de Bonin, apareceu no momento da sucessão. Ao final da gestão de Zema, teria restado pouco de uma estrutura partidária capaz de dar continuidade ao projeto político no Estado.

Por que o candidato apoiado por Zema enfrenta dificuldades?

Para Bonin, o candidato Mateus Simões, atual governador e vice de Zema, precisa ainda se tornar conhecido pelo eleitorado e não conseguiu produzir o mesmo efeito eleitoral de Cleitinho Azevedo, senador que aparece à frente dos demais nomes em pesquisas.

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A força de Cleitinho, segundo o colunista, estaria relacionada ao discurso de caráter antissistema. Bonin afirma que esse tipo de mensagem encontra espaço entre eleitores insatisfeitos com a classe política e dispostos a votar de maneira punitiva.

“O Cleitinho, ele não consegue levar adiante esse tipo de projeto… Quem é político convencional, como a cúpula dos Republicanos, que sabe fazer política e acompanha os passos, já entende onde essa coisa vai dar. E não é em coisa boa.”

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Por que o discurso antissistema ganhou força em Minas?

Na análise de Bonin, a rejeição às instituições ajuda a explicar a vantagem de candidatos que prometem romper com a política tradicional. Ele cita os baixos níveis de popularidade atribuídos ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso, além de notícias sobre escândalos e privilégios no poder público.

Nesse ambiente, afirma o colunista, cresce a disposição de parte do eleitorado para apoiar candidatos que prometem “implodir com tudo”. É o que Bonin chama de voto punitivista: uma escolha motivada pela insatisfação com as instituições e com a classe política convencional.

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O que acontece quando o discurso antissistema chega ao poder?

Bonin argumenta que há uma contradição entre um projeto baseado na rejeição da política tradicional e a necessidade de construir uma estrutura política capaz de governar e disputar eleições.

Na avaliação do colunista, enquanto a candidatura de Cleitinho explora o discurso antissistema, setores políticos mais tradicionais já enxergariam dificuldades para levar esse tipo de projeto adiante. “O que a gente vê, na verdade, é um projeto político que se repete independentemente de esquerda e de direita.”

Por que Bonin fala em ‘terra arrasada’ política?

Para o colunista, a fragmentação das candidaturas revela a ausência de grupos políticos consolidados capazes de apresentar projetos de longo prazo para Minas Gerais. Nesse cenário, partidos e alianças acabam lançando nomes para permanecer na disputa e tentar aproveitar eventuais mudanças no cenário eleitoral.

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“Você constrói chapas e candidaturas para cumprir tabela, para tentar ver quem é que vai conseguir despontar num cenário de terra arrasada politicamente no Estado.”

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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