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O Brasil volta hoje às urnas. E deve ampliar derrota petista

PSDB desponta como grande vencedor neste domingo. Confira o que está em jogo na disputa nas dezoito capitais em que há segundo turno

Por Eduardo Gonçalves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 5 fev 2021, 10h39 - Publicado em 30 out 2016, 08h32

Cerca de 33 milhões de eleitores vão às urnas neste domingo para eleger os prefeitos de 57 cidades, dentre elas, dezoito capitais, na segunda rodada das eleições deste ano. Considerando as últimas pesquisas de intenção de voto, o resultado deve confirmar o prognóstico do primeiro turno – o PSDB sairá como o grande vitorioso, e o PT, o maior derrotado. Os tucanos, que já elegeram João Doria em São Paulo e Firmino Filho em Teresina, devem conquistar o comando de mais quatro cidades: Porto Alegre, Maceió, Manaus e Porto Velho. Ainda têm chances de ganhar em Belo Horizonte e Belém, onde a disputa está empatada tecnicamente. O PT, por sua vez, tende a perder até em Recife, única cidade onde a legenda ainda nutria esperanças de conseguir ao menos mais uma capital além de Rio Branco.

O segundo turno das eleições ainda deve alçar partidos nanicos, com pouca representatividade no Congresso, ao controle de pelo menos três capitais. É o caso do PRB no Rio de Janeiro e da Rede Sustentabilidade em Macapá. O PMN tem chances de levar o pleito em Curitiba e em São Luís; o PHS, em BH; o Psol, em Belém; e o PPS, em Vitória, onde a disputa está embolada. Em seis capitais – Belo Horizonte, Curitiba, São Luís, Belém, Aracaju e Vitória -, a eleição está indefinida e o vencedor só deve ser conhecido neste domingo. A expectativa é que o PMDB vença em Florianópolis, Cuiabá e Goiânia, o PDT, em Fortaleza, e o PSD, em Campo Grande.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Força Nacional foi requisitada para reforçar a segurança em onze cidades – seis do Rio de Janeiro, três do Paraná, uma do Ceará e uma do Maranhão.

Saiba o que como está o cenário e o que está em jogo em cada capital: 

Rio de Janeiro – Após o fiasco do PMDB de Pedro Paulo no primeiro turno, o senador licenciado Marcelo Crivella (PRB) deve ser eleito prefeito no Rio de Janeiro. Ele lidera o pleito com larga vantagem contra Marcelo Freixo (Psol).  Com o apoio do PT e um discurso mais contido, principalmente em relação aos black blocs, Freixo não conseguiu engrenar nas pesquisas. O provável triunfo de Crivella coloca na mão do PRB, ligado à igreja Universal, o segundo maior colégio eleitoral do país, depois de São Paulo.

Belo Horizonte – Repleto de reviravoltas, o páreo está incerto em BH entre o ex-presidente e o ex-goleiro do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil (PHS) e João Leite (PSDB). Após receber mais votos no primeiro turno, Leite foi ultrapassado pelo adversário. Mas na reta final, um ato falho de Kalil acabou por embolar a disputa. O candidato afirmou em um debate que “rouba, mas não pede propina”. Se o cartola ganhar, será o primeiro triunfo do nanico PHS em uma capital – justamente a quarta maior do país. E mais uma derrota dolorosa para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), padrinho político de Leite, cujo afilhado foi derrotado por Fernando Pimentel (PT) na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2014. Aécio perdeu ele próprio no Estado a corrida eleitoral pela Presidência naquele ano – na ocasião, contudo, ganhou em BH.

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Porto Alegre – O deputado federal Marchezan Júnior (PSDB), que a princípio não era cotado nem para o segundo turno, lidera a disputa contra o atual vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB). Após impor uma dura derrota ao PT, o Rio Grande do Sul está próximo de eleger um parlamentar de 44 anos que ganhou evidência no Congresso por sua atuação pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Melo, por outro lado, é o candidato do governador José Ivo Sartori (PMDB), que está com a popularidade em baixa por causa da crise financeira no Estado.

Curitiba –  No berço da Lava Jato, o resultado pode surpreender. O ex-prefeito Rafael Greca (PMN), que tinha chances de levar no primeiro turno, não fosse a sua declaração infeliz sobre ter vomitado ao sentir o cheiro de um morador de rua, aparece numericamente atrás de Ney Leprevost (PSD), que nem era cotado para avançar ao segundo turno.

Recife – Herdeiro político do falecido Eduardo Campos, o prefeito Geraldo Júlio (PSB) encabeça com folga a disputa contra o ex-prefeito João Paulo (PT). A provável reeleição  acaba de vez com a expectativa do PT de conquistar ao menos mais uma capital, além de Rio Branco.

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Fortaleza – O atual prefeito Roberto Cláudio (PDT) aparece na frente na disputa contra o capitão Wagner (PR). A possível vitória consolida a hegemonia dos irmãos Cid e Ciro Gomes – este último já se lançou pré-candidato à presidência em 2018. Wagner, por sua vez, é apoiado pelos senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).

Campo Grande – O deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) deve vencer a disputa em cima da vice-governadora Rose Modesto (PSDB). A provável ascensão do deputado fortalece o clã dos Trad, que já comandou a cidade por dois mandatos, e representa uma derrota para o atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Manaus – Pelas últimas pesquisas eleitorais, o prefeito Artur Virgílio Neto (PSDB) é o grande favorito à reeleição na capital amazonense. O outro candidato é Marcelo Ramos (PR). Se vencer, Neto se cacifa para almejar voos mais altos em 2018, como se lançar ao governo do Estado ou ao Senado.

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Maceió – O prefeito Rui Palmeira (PSDB) lidera com folga a peleja em cima do ex-prefeito Cícero Almeida (PMDB), apoiado pelo clã do presidente do Senado, Renan Calheiros.

Goiânia – A vitória deve ficar com Iris Rezende (PMDB), que já foi prefeito duas vezes, senador e governador de Goiás. O outro candidato que está no páreo é o candidato Vanderlan Cardoso (PSB), pupilo do governador Marconi Perillo (PSDB).

Florianópolis – O candidato Gean Loureiro (PMDB) é o que tem mais chances de vencer a disputa contra ex-prefeita Angela Amin (PP), que chegou a ser condenada pelo STJ por improbidade administrativa, mas depois teve os direitos políticos restabelecidos. 

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Aracaju –  A disputa está acirradíssima entre Valadares Filho (PSB) e Edvaldo Nogueira (PCdoB), empatados tecnicamente. Trata-se da briga de um membro do clã dos Valadares contra um aliado do PT, que lançou o vice em sua chapa.

Cuiabá – As pesquisas mais recentes indicam a vitória do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB) contra o seu ex-aliado Wilson Santos (PSDB), que já foi prefeito em duas oportunidades.

Belém – A disputa está embolada entre os candidatos Edmilson (Psol) e o atual prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB). Numericamente, o psolista está na frente do tucano, que havia ganhado o primeiro turno.

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Macapá – Em sua estreia nas eleições, a Rede Sustentabilidade deve levar a prefeitura de Macapá com o atual prefeito Clécio Luis, que antes era do Psol. Ele lidera as pesquisas contra o ex-senador Gilvam Borges (PMDB).

Porto Velho –  Conhecido como o Doria de Rondônia, o empresário tucano Hildon de Lima Chaves saiu da quinta colocação no primeiro turno para ser o favorito do pleito. O outsider tem larga vantagem sobre o deputado estadual Léo Moraes (PTB).

São Luís –  A disputa está embolada entre o prefeito Edivaldo Holanda Jr (PDT) e o deputado estadual Eduardo Braide (PMN), que sem nenhuma aliança briga de igual para igual com o candidato do governador Flavio Dino (PCdoB).

Vitória – As pesquisas apontam a reeleição do atual prefeito Luciano Rezende (PPS), que lidera a corrida contra o apresentador de TV Amaro Neto (Solidariedade). Trata-se de uma disputa entre duas forças políticas locais que romperam em 2014 – do lado de Rezende, o ex-governador Renato Casagrande (PSB); e de Amaro Neto, o atual governador Paulo Hartung (PMDB).

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