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O ‘baque imenso’ na campanha de Lula após revelações sobre assessor

A saída de Marcola da equipe eleitoral não encerra a crise e novas revelações ainda podem ampliar o desgaste da campanha

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 ago 2026, 22h48
O ‘baque imenso’ na campanha de Lula após revelações sobre assessor Priorizar nos meus resultados Google

O ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, deixou a equipe da campanha à reeleição após as revelações envolvendo investigações da Polícia Federal sobre pagamentos recebidos da empresária Roberta Luchsinger. Durante o VEJA em Foco, o colunista do Radar Robson Bonin afirmou que a decisão ocorre em meio ao avanço das investigações e representa um forte impacto para a campanha.

Roberta Luchsinger é apontada como lobista do chamado “careca do INSS” dentro da gestão petista e aparece no contexto das investigações sobre desvios no instituto.

Por que o caso provoca tanto desgaste para Lula?

Na avaliação de Bonin, o impacto decorre da posição ocupada por Marcola dentro do governo.

“Ele não é qualquer servidor público”, afirmou o colunista. Segundo Bonin, Marcola era responsável por organizar a rotina do presidente, administrar quem tinha acesso a Lula, coordenar agendas, encontros e relacionamentos pessoais, desempenhando um papel que ia muito além das funções formais de um chefe de gabinete.

“O Marco Aurélio era muito mais que um chefe de gabinete”, disse.

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Qual era a importância de Marcola para o presidente?

Robson Bonin afirmou que Marcola era um dos auxiliares mais próximos de Lula e tinha um grau de confiança superior ao de outros integrantes do governo.

Segundo o colunista, o assessor participava da organização de encontros e conversas que nem sempre constavam da agenda oficial e exercia uma função estratégica no entorno do presidente.

Para ilustrar essa posição, Bonin comparou sua atuação à de Mauro Cid no governo Jair Bolsonaro, ressaltando que ambos extrapolavam as atribuições normalmente associadas ao cargo.

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Por que as investigações ampliam a crise?

De acordo com Bonin, o desgaste aumenta porque, segundo a versão apresentada por Marcola, o dinheiro recebido da empresária teria sido um empréstimo para pagamento de despesas pessoais.

Mesmo considerando essa versão, o colunista afirmou que o fato de o empréstimo ter sido feito com uma pessoa investigada pela Polícia Federal torna o episódio particularmente sensível para a campanha.

“Está doendo mais o fato de se descobrir que ele resolveu pegar dinheiro emprestado, segundo a versão dele, justamente com uma lobista”, afirmou.

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A saída de Marcola encerra a crise?

Na avaliação de Robson Bonin, a saída do ex-chefe de gabinete da equipe eleitoral está longe de representar o fim do problema para a campanha de Lula.

“O estrago é um que a campanha vai demorar para se recuperar”, disse o colunista. Segundo ele, entre integrantes da campanha existe a percepção de que o caso ainda pode se agravar, já que novas revelações podem surgir ao longo das investigações.

Para Bonin, a saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro da campanha “não elimina a crise”, mas representa apenas um novo capítulo de um episódio que ainda pode produzir desdobramentos políticos.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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