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O apelido do sítio de Lula: Zeca Pagodinho

Centro de custos montado para operacionalizar obras foi nomeado em referência ao cantor, que já foi garoto-propaganda de cervejaria

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 28 jul 2016, 18h50 - Publicado em 28 jul 2016, 18h49

Apelidado carinhosamente de Brahma pelos caciques da OAS, o ex-presidente Lula parecia inspirar os executivos da empreiteira a inventar codinomes em referência à marca de cerveja. Uma conversa entre o ex-presidente da empreiteira Leo Pinheiro e o arquiteto da OAS Paulo Gordilho revelam que os projetos de reforma no sítio em Atibaia (SP) ganharam um centro de custos apelidado Zeca Pagodinho 1, de acordo com relatório da Polícia Federal. Havia também o centro Zeca Pagodinho 2, com uma referência à Praia – onde fica o apartamento de Lula reformado pela OAS. Conhecido por seu gosto por cerveja, o cantor Zeca Pagodinho já foi garoto-propaganda da marca que inspirou o apelido de Lula.

As informações foram anexadas ao inquérito que corre contra o petista na Justiça Federal de Curitiba, nesta quinta-feira. Chamou a atenção da PF a menção no diálogo à “dama”, possivelmente uma referência a Marisa Letícia. “Dr. Leo o Fernando Bittar aprovou junto a Dama os projetos tanto de Guarujá como do sítio. Só a cozinha Kitchens completa pediram 149 mil ainda sem negociação. Posso começar na semana que vem. É isto mesmo?”, pergunta Gordilho a Leo Pinheiro, que responde: “Manda bala”. 

Outro trecho que a PF pontuou foi a informação de que a OAS mandaria uma equipe de Salvador para tocar as obras no sítio no interior paulista. “Nesse momento é importante destacar que a reforma executada na cozinha não exigia nenhuma mão de obra altamente qualificada que justificasse a vinda de uma equipe específica de Salvador, ainda mais considerando a proximidade de Atibaia a São Paulo. Esse deslocamento de uma equipe de profissionais é notadamente dispendioso e pouco produtivo, carecendo de justificativa técnica e econômica para tanto”, diz o trecho.

Laudo conversa Lula
Mensagens trocadas entre os executivos da OAS VEJA/VEJA.com

 

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