O alerta para Lula em pesquisa na reta final da campanha eleitoral, segundo diretor da Quaest
Queda na aprovação do governo e avanço da desaprovação entre eleitores independentes é motivo para preocupação para a campanha, avalia Guilherme Russo
A avaliação do governo Lula acendeu um sinal de alerta para a campanha do presidente na reta final da eleição, segundo Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest. Em entrevista a Marcela Rahal no VEJA em Foco, ele afirmou que a aprovação é uma das variáveis mais importantes para medir a força de um governante diante de uma eleição e destacou a perda de apoio registrada nos últimos levantamentos. (este texto é um resumo do vídeo acima)
O que a pesquisa mostra sobre a avaliação do governo?
Na pesquisa nacional mais recente da Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 2, a desaprovação do governo Lula chegou a 48%, enquanto 45% dos entrevistados disseram aprovar a administração. Para Russo, o resultado merece atenção porque a aprovação de um governo costuma ter relação direta com sua capacidade de buscar a reeleição.
“Um presidente muito bem avaliado, assim como um governador, ele é franco favorito a ser reeleito”, afirmou. No sentido oposto, segundo o diretor da Quaest, uma avaliação muito negativa tende a favorecer a oposição.
Por que a queda na aprovação preocupa neste momento?
Russo destacou que, nos últimos meses, a avaliação do governo vinha relativamente equilibrada entre aprovação e desaprovação. O cenário mais recente, porém, mostra uma mudança nessa relação, com a aprovação recuando.
Para o diretor da Quaest, o momento aumenta a relevância do resultado. A campanha eleitoral está em curso e, segundo ele, o presidente não estaria conseguindo recuperar eleitores apesar das políticas públicas e do início da campanha.
Onde está o principal sinal de mudança?
O comportamento dos eleitores independentes aparece como um dos pontos centrais da análise. Segundo Russo, é nesse segmento que começa a ganhar força a percepção de que “talvez esteja na hora realmente da mudança”.
O movimento ajuda a explicar a dificuldade de Lula em ampliar sua base. Enquanto os eleitores mais identificados com o presidente permanecem relativamente estáveis, grupos menos vinculados ao lulismo passam a apresentar maior disposição para mudar de posição.
O que pode pesar contra Lula até a votação?
Na avaliação de Russo, a economia e as notícias que chegam ao eleitorado contribuem para um cenário menos favorável ao governo. Esses fatores, combinados à queda da aprovação, podem dificultar a recuperação de Lula entre os eleitores que não estão fortemente vinculados ao presidente.
A pesquisa também mostra que Lula lidera o primeiro turno, com 37% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, porém, o cenário é de empate técnico: Lula aparece com 42%, e Flávio, com 41%.
Para Russo, os números formam uma combinação que merece atenção da campanha petista: o presidente mantém a liderança na primeira etapa, mas enfrenta uma disputa mais equilibrada na segunda. “É um cenário, digamos, que o presidente é favorito no primeiro turno, mas cada vez menos favorito no segundo turno”, afirmou.
A pesquisa da Quaest ouviu 2.004 eleitores em todo o Brasil entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







