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Nunes diz que petista está por trás de ação da PF ordenada por Dino contra prefeitura de SP

Prefeito diz que informações que originaram investigação sobre contrato de Wi-fi são falsas e foram passadas por militante do PT a investigadores

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 set 2026, 17h44
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (14) que as apurações conduzidas pelo ministro Flávio Dino, no STF, sobre o contrato de Wi-Fi da gestão municipal com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), estão amparadas em informações falsas prestadas por um militante do PT aos investigadores.

O emedebista sustenta que as diligências não começaram por iniciativa dos órgãos de controle, mas a partir de uma representação feita por um filiado ao Partido dos Trabalhadores de Sapucaia do Sul (RS). Nunes ressalta que, após a Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público Federal declinarem da competência, o caso foi enviado ao Ministério Público Estadual e à Polícia Civil de São Paulo. O prefeito acusa as instâncias paulistas de limitarem o relatório final a um “copia e cola” do relato do militante.

Ele rebate o trecho da denúncia que aponta que a Prodam cobraria 300 reais por ponto, enquanto a prefeitura paga 1.260 reais. “Não é verdade. O delegado deveria ter se certificado dessas informações. Ele deveria ter comparado não com o contrato da Prodam de colocar ponto dentro de escola — onde há energia, local resguardado e público pequeno —, mas com o contrato de Wi-Fi de área pública”, argumentou o prefeito, sustentando que o parâmetro correto seria a gestão do petista Fernando Haddad, que segundo ele, “pagou 6.999 reais por ponto, além de 12.000 reais para instalação por praça”.

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Além disso, o chefe do Executivo paulistano aponta que o inquérito na Suprema Corte — ligado ao filme Dark Horse, da produtora Karina Gama — apura o uso de emendas parlamentares, enquanto o acordo da capital é custeado integralmente com verbas do cofre municipal. “É um contrato que a prefeitura soltou um chamamento, contratou uma instituição, está pagando, e eu afirmo para vocês que não tem nenhum centavo de emenda”, declarou a jornalistas.

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Diante do avanço do caso, o prefeito anunciou ter determinado à Procuradoria Geral do Município (PGM) uma consulta formal a Flávio Dino para esclarecer o alcance da decisão judicial e seus efeitos práticos sobre o contrato, embora não tenha detalhado os termos do procedimento. Nunes afirma não se opor às apurações, mas defende que o processo sirva para restabelecer a verdade, e não para prolongar desgastes políticos na reta final do período eleitoral. 

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