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Novo juiz do caso Cachoeira quer ouvir suspeitos em julho

Alderico Rocha Santos disse que vai agilizar a instrução da ação penal. A ideia é tomar os depoimentos de todas as testemunhas e analisar as provas

Por Laryssa Borges - 20 jun 2012, 16h50

O novo juiz responsável pelas investigações decorrentes da Operação Monte Carlo, Alderico Rocha Santos, disse nesta quarta-feira que vai agilizar a instrução da ação penal contra o contraventor Carlinhos Cachoeira e outros suspeitos de participar do esquema de corrupção de autoridades em Goiás e no Distrito Federal. A ideia é tomar os depoimentos de todas as testemunhas e suspeitos e analisar as provas colhidas pela polícia até o fim de julho. A fase de instrução permite que o juiz, munido dessas informações, possa tomar uma decisão sobre a culpabilidade ou não dos denunciados.

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Mesmo assumindo o processo contra Cachoeira, Rocha Santos não foi afastado de suas funções na 5ª Vara Federal em Goiás. O acúmulo de audiências agendadas e de férias marcadas obriga, em sua avaliação, a concentrar esforços para concluir a instrução do processo.

“Esse juiz, salvo no mês de julho, não poderá instruir o feito nos meses subsequentes em razão do preenchimento da pauta de audiências nos processos de seu ofício e de férias regulamentares”, disse em nota. O magistrado informou ainda que, mesmo com a premissa de se acelerar a oitiva das testemunhas, todos terão direito à ampla defesa e ao contraditório.

“Serão envidados os esforços necessários para a instrução do processo ainda no mês de julho, asseguradas todas as garantias constitucionais e legais dos acusados, já que haverá tempo suficiente para o estudo do processo”, informou Rocha Santos.

No fim de maio, o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu liminar suspendendo todos os depoimentos de testemunhas e indiciados pelo esquema de Cachoeira na 11ª Vara da Justiça Federal, em Goiânia. A decisão foi tomada após os advogados dos suspeitos pedirem para conversar reservadamente com seus clientes e é válida até que as companhias telefônicas encaminhem a identificação e os extratos telefônicos de conversas captadas nos grampos da Polícia Federal.

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