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Nova pesquisa Quaest testa a disputa Lula x Flávio pela última vez antes do primeiro turno

Levantamento com 3.702 eleitores vai atualizar a disputa presidencial e medir voto útil, impacto do debate da Globo, expectativa de vitória e eventual 2º turno

Por Da Redação 29 set 2026, 06h53 | Atualizado em 29 set 2026, 06h55
Nova pesquisa Quaest testa a disputa Lula x Flávio pela última vez antes do primeiro turno Priorize VEJA no Google

A Quaest divulga no próximo sábado, 3 de outubro, sua última pesquisa nacional sobre a disputa pela Presidência antes do primeiro turno das eleições. O levantamento chegará às vésperas da votação de domingo, 4, e será realizado entre sexta-feira, 2, e o próprio sábado, permitindo captar o cenário eleitoral nos momentos finais da campanha.

O questionário registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-02197/2026 mostra que a rodada terá foco concentrado no comportamento do eleitor na reta final. Além das intenções de voto espontânea e estimulada, a Quaest vai medir a firmeza das escolhas, a possibilidade de voto útil caso o eleitor considere que a disputa possa terminar no primeiro turno, a expectativa sobre quem vencerá a eleição e o impacto do debate da Globo realizado na quinta-feira anterior à votação.

Como estará a disputa no primeiro turno na véspera da eleição?

A Quaest testará um cenário com treze candidatos à Presidência: Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Leonardo Avalanche, Rui Costa Pimenta, Samara e Veterinário Wilson Grassi. O instituto também fará uma pergunta espontânea, sem apresentar previamente os nomes aos entrevistados.

Quem indicar um candidato no cenário estimulado será questionado se sua decisão é definitiva ou se ainda pode mudar caso algo aconteça até a eleição. A resposta ajudará a dimensionar o tamanho do eleitorado ainda disponível a poucas horas da abertura das urnas.

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O que mostrou a última pesquisa Quaest?

Na pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 28, Lula apareceu com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Na rodada anterior, de 21 de setembro, o presidente tinha 37% e o senador, 33%. Com a nova rodada, Lula passou a ter uma diferença de 5 pontos percentuais sobre Flávio no cenário estimulado, enquanto Augusto Cury apareceu com 4%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Zema com 1%.

No segundo turno, porém, Lula e Flávio ficaram numericamente empatados, com 42% para cada um. Na comparação com a pesquisa anterior, Lula oscilou 1 ponto para cima, enquanto Flávio permaneceu no mesmo patamar; brancos, nulos ou eleitores que não votariam somaram 13%, e 3% estavam indecisos.

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Pode haver voto útil no primeiro turno?

Uma das principais novidades do questionário está justamente na tentativa de medir possíveis movimentos de última hora. A Quaest perguntará ao eleitor se, na hipótese de acreditar que a eleição possa terminar já no primeiro turno, ele certamente mudaria seu voto, talvez mudaria ou não alteraria sua escolha de jeito nenhum.

Aqueles que admitirem alguma possibilidade de mudança serão questionados sobre para qual candidato migrariam. O levantamento poderá, assim, mostrar não apenas o tamanho do eleitorado suscetível ao chamado voto útil, mas também a direção de uma eventual transferência na reta final.

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Como estará Lula x Flávio em um eventual segundo turno?

Ao contrário de rodadas anteriores, que testavam Lula contra diferentes adversários, o questionário da pesquisa de véspera apresenta apenas um cenário de segundo turno: o confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro. O eleitor poderá escolher um dos dois, voto branco ou nulo, dizer que não iria votar ou que ainda está indeciso.

A redução dos cenários concentra a medição na disputa entre os dois candidatos que vêm ocupando as primeiras posições dos levantamentos trabalhados ao longo da campanha.

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Quem o eleitor acredita que vai ganhar a eleição?

A expectativa de vitória também será atualizada. Independentemente da própria intenção de voto, os entrevistados responderão quem acreditam que será o vencedor da eleição presidencial. Os treze candidatos serão apresentados como possibilidades.

Esse indicador mede a percepção do eleitor sobre o resultado da disputa, e não uma projeção da Quaest. A comparação com a intenção de voto poderá mostrar se a percepção de vitória está mais ou menos concentrada do que as próprias preferências eleitorais.

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O debate da Globo mexeu com o voto?

A pesquisa será realizada depois do último debate entre os presidenciáveis na Globo e dedicará um bloco específico ao evento. Primeiro, os entrevistados serão questionados se assistiram ou ouviram o debate e, entre aqueles que acompanharam, se o fizeram ao vivo ou posteriormente pela internet ou por aplicativos.

A Quaest também perguntará espontaneamente qual candidato, na avaliação do eleitor, se saiu melhor. Em seguida, medirá se o debate não teve impacto sobre a decisão, se reforçou a escolha já existente ou se levou o entrevistado a mudar de voto.

O que causa mais medo ao eleitor?

Outro indicador mantido no levantamento confronta duas possibilidades: a volta da família Bolsonaro ao poder ou mais um mandato de Lula. O entrevistado também poderá responder espontaneamente que teme os dois cenários ou que não tem medo de nenhum deles.

O questionário ainda classifica os eleitores segundo sua identificação política, distinguindo lulistas, pessoas mais próximas das ideias da esquerda, independentes, pessoas mais próximas das ideias da direita e bolsonaristas.

Quantos eleitores pretendem realmente ir às urnas?

A Quaest voltará a medir o interesse dos brasileiros na eleição e a disposição para comparecer à votação. Os entrevistados serão classificados entre aqueles que sempre votam e pretendem votar neste ano, os que já se abstiveram anteriormente mas pretendem comparecer, e os que dizem não ter intenção de votar.

O dado ganha relevância por ser coletado na véspera do primeiro turno, quando a diferença entre intenção declarada e comparecimento efetivo passa a ter peso maior para a leitura do cenário.

Como estará a avaliação do governo Lula?

A rodada também atualizará dois indicadores da administração federal. Os entrevistados responderão se aprovam ou desaprovam o trabalho de Lula e avaliarão o governo como ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo.

A pesquisa permitirá ainda cruzamentos por sexo, idade, escolaridade, renda, religião, recebimento do Bolsa Família e voto no segundo turno da eleição presidencial de 2022, informações incluídas no perfil dos entrevistados.

Qual a metodologia da pesquisa?

A última Quaest antes do primeiro turno será realizada com 3.702 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro, por meio de entrevistas presenciais e domiciliares. O desenho amostral combina sorteio probabilístico de municípios e setores censitários do IBGE com seleção dos entrevistados por cotas. A margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Registrado no TSE sob o número BR-02197/2026, o levantamento será divulgado no sábado, 3, um dia antes da votação.

VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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