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Nova diretoria do PSL no Rio quer auditar contas do partido

VEJA revelou uma série de irregularidades da época de Flávio Bolsonaro na presidência

Por Leandro Resende - Atualizado em 20 dez 2019, 17h54 - Publicado em 20 dez 2019, 17h37

A nova diretoria do PSL do Rio quer promover uma auditoria nas contas do partido em 2020. VEJA apurou que a ideia da nova administração da legenda, que assumiu após a ala mais ligada ao senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) embarcar na tentativa de criação do Aliança Pelo Brasil, é de dar “transparência” e desvincular a imagem dos antigos administradores. “Não queremos misturar uma gestão da outra”, afirmou um membro da nova diretoria, sobre condição de anonimato.

Reportagem publicada por VEJA nesta semana mostra indícios de diversas irregularidades na prestação de contas apresentada pelo PSL do Rio nas eleições de 2018. À época o presidente era o então deputado estadual Flávio Bolsonaro, que naquele pleito iria se tornar senador. De acordo com o levantamento feito por VEJA, a tesoureira-geral da legenda, Valdenice de Oliveira Meliga, a Val, foi a escolhida pelo Zero Um para comandar a campanha eleitoral, está no centro de diversas irregularidades.

Candidatos ouvidos pela reportagem disseram que foram obrigadas por Val, para entregar dinheiro do fundo partidário para a empresa de sua sócia, Alessandra Cristina Ferreira de Oliveira, para prestação de serviços de contabilidade. Além de ser primeira-tesoureira da legenda, Alê, como era conhecida, não tinha empresa registrada para prestar serviços de contabilidade. Outra das irregularidades levantadas é o fato de que das 349 notas fiscais anexadas ao processo como comprovante de gastos são, na verdade, apenas 45, que se repetem em média 8 vezes.

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