Nos EUA, Romário abre mão de salário e, em dissonância com bolsonarismo, reforça apoio ao fim da escala 6×1
Ex-jogador pediu a devolução dos seus vencimentos referentes ao período entre os dias 11 de junho e 19 de julho
Em ofício enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na noite desta terça-feira, o senador Romário (PL-RJ) pediu a devolução dos seus vencimentos referentes ao período entre os dias 11 de junho e 19 de julho. Neste tempo, ele estará no Estados Unidos, a serviço da CazéTV, onde trabalha como comentarista da Copa do Mundo.
“Na hipótese de, por qualquer motivo operacional, ocorrer o crédito de valores relativos a esse período, autorizo expressamente o desconto integral dos respectivos montantes nos pagamentos subsequentes, independentemente de nova autorização de minha parte”, solicitou a Alcolumbre.
Em pronunciamento ao Senado por meio de videoconferência, Romário declarou que não pediu licença do mandato para garantir sua participação na eventual votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe mudanças na jornada de trabalho conhecida como escala 6×1.
O apoio à medida é tido como controverso no bolsonarismo, já que lideranças do PL trabalham em uma proposta ao texto defendido pelo governo Lula – a qual Romário declara apoio, apesar de ser filiado à legenda de Flávio e Jair Bolsonaro.
“A Copa do mundo é onde eu fiz a minha história, é onde o brasileiro mostra que é um povo só. Estar aqui é uma honra e um privilégio, mas eu jamais deixaria de cumprir o meu compromisso com a população do Rio de Janeiro. Continuo exercendo o mandato para votar pelo fim da escala 6×1 e em outras matérias que entrarem na pauta do Senado. Abri mão do meu salário nesse período pra não ter nenhuma dúvida. Aqui não tem conversinha, é olho no olho”, afirmou à coluna.
EM UM SÓ LUGAR







