No Rio, Lula promete Ministério da Segurança e tirar bandidos de territórios
Ao lado de Paes e discursando para a militência petista, Lula disse que aliado é uma "necessidade" para o Rio
Candidato à reeleição, o presidente Lula (PT) fez neste sábado, 22, seu primeiro ato de campanha no Rio de Janeiro. Ao lado do candidato a governador Eduardo Paes (PSD), Lula subiu um palco montado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital, que ficou coberto de vermelho com a militância petista. Em discurso que foi da educação ao problema violência, ele prometeu criar o Ministério da Segurança Pública, argumentando que a União hoje tem papel fraco nessa área. Ele também tratou dos territórios dominados pelo crime, um dos temas centrais da campanha no estado. “Nós vamos tirar o bandido do território de vocês e vamos devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200. Vamos prendê-los e dizer: a rua é do povo”, afirmou.
Lula, que estava companhado de Janja, voltou a fazer elogios ao governador interino do Rio, Ricardo Couto, pedindo que Paes continue a “limpeza” no estado. “Quando tudo parecia perdido aqui no Rio de Janeiro, Deus nos deu um homem chamado Ricardo Couto”, disse o presidente sobre o desembargador, que já exonerou mais de quatro mil comissionados, grande parte “fantasmas”.
Aliança com Paes
A campanha de Paes divulgou a presença de 30 mil pessoas no ato “O Rio Abraça o Lula”, que contou também com a presença do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e dos candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). Falando para o eleitor de esquerda presente no estádio, Lula reforçou a aliança com Paes e pediu que “qualquer divergência” fique de fora desta eleição. “O Eduardo Paes não é apenas um amigo. É uma necessidade para o povo do Rio de Janeiro”, declarou Lula, que defendeu Pedro Paulo – o político sofre resistência entre petistas: “Ele nunca me fez nada”.
Já Paes voltou a falar da ligação da política com o crime organizado, associando presos e alvos de operações ao campo de Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas, candidatos a presidente e a governador do PL. “Com essa turma o crime organizado sentou no Palácio Guaanabara. Se não fosse a Polícia Federal brasileira entrar aqui e investigar a relação da política com o crime, quem seria o adversário nessa eleição tem nome e sobrenome, Rodrigo Bacellar. Era o candidato do PL, do Flávio Bolsonaro”, disse Paes, citando a prisão de Bacellar, ex-presidente da Alerj, por ligação com TH Joias, na cadeia por ser braço do Comando Vermelho na política.







