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No Rio de Janeiro, torcida venceu os protestos

Segurança em Copacabana teve 3.000 policiais militares. Manifestantes em menor número não conseguiram estragar a festa

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 12 jun 2014, 20h39

As manifestações programadas para o Rio de Janeiro se confirmaram, mas acabaram abafadas pelo policiamento montado no Centro e em Copacabana, local de maior concentração de torcedores. O maior transtorno do dia ocorreu na Avenida 20 de Janeiro, que dá acesso ao Aeroporto Internacional do Galeão, no início da manhã. As outras reuniões de manifestantes, com presença de mascarados, ocorreram na Cinelândia, na Lapa e na Praia de Copacabana, mas sem os desdobramentos trágicos de outros atos contra a Copa.

Pesou a favor da ordem pública a quantidade de policiais e torcedores. Os manifestantes do “não vai ter Copa” ficaram em menor número nos protestos, em um dia de feriado parcial no qual a população estava decidida a acompanhar a primeira partida da seleção brasileira. Para Copacabana, local de concentração de pelo menos 20.000 torcedores – capacidade máxima da arena Fifa Fan Fest – foram deslocados 3.000 policiais militares, que ainda tiveram apoio de homens da Força Nacional de Segurança e da Guarda Municipal.

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No momento de maior concentração de manifestantes, o protesto reuniu cerca de 500 deles, entre mascarados e pessoas com os rostos descobertos. Pela internet, a ‘mídia ninja’ estimulava o avanço contra a torcida, e pedia que os black blocs invadissem a área da torcida na Fifa Fan Fest. As ordens da ‘mídia ninja’ foram monitoradas pela Polícia Militar.

A situação mais tensa em Copacabana ocorreu por volta das 19h30, depois do fim do jogo. Manifestantes mascarados, cercados por policiais, iniciaram um tumulto destruindo bandeirinhas penduradas em um quiosque e atearam fogo em uma lixeira. Um jovem com um crachá de imprensa, onde havia a identificação “A Voz da Comunidade”, foi atingido por uma pedrada na cabeça e socorrido por outros manifestantes. Um policial foi atingido por uma garrafa de vidro lançada por um manifestante, mas não se feriu porque o objeto bateu no capacete.

A estratégia montada pelo Batalhão de Campanha Especial para a Copa do Mundo foi a de acompanhar os manifestantes desde a chegada a Copacabana. O comando da PM fará, nesta sexta-feira, uma reunião de avaliação do funcionamento do esquema de segurança. Às 14h, será apresentado, no Centro Aberto de Mídia (CAM), em Copacabana, o esquema de segurança para o domingo.

Prisões – A Polícia Civil do Rio divulgou que pelo menos sete pessoas foram detidas em protestos pela cidade. No Centro, duas pessoas foram detidas e autuadas por lesão corporal e uma por dano ao patrimônio. Eles assinaram termo circunstanciado na 17ª DP (São Cristóvão) e foram liberados. Na manifestação em Copacabana, no Fifa Fan Fest, Leandro dos Santos Ferreira e Leandro Afonso Ferreira de Oliveira foram presos em flagrante por porte de explosivo. De acordo com a polícia, eles levavam explosivos em mochilas.

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