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No PP, pressão máxima pelo desembarque do governo

Às voltas de um processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff pode, nos próximos dias, ser abandonada por mais um aliado. O Partido Progressista, atualmente no comando do Ministério da Integração e enroladíssimo no escândalo do petrolão, vai ter de se debruçar sobre a possibilidade de rompimento com a petista. Isso porque foi alcançado o mínimo de um terço das assinaturas de deputados favoráveis ao fim da aliança, o que implica convocação da reunião do diretório para deliberar sobre o tema. Não há prazo para o encontro dos progressistas. De acordo com o deputado Jerônimo Goergen (RS), foram coletadas dezoito assinaturas de deputados e quatro de senadores. O problema é que o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), não apoiou o movimento, e cabe a ele convocar o diretório para discutir a saída da base governista. Na próxima terça-feira, o grupo que defende o rompimento vai tentar uma conversa com Nogueira para pressioná-lo a marcar a reunião. Na Câmara, o PP integra o maior bloco partidário, formado também pelo PSC, PHS e PTB, sendo a única legenda ainda aliada a Dilma Rousseff. (Marcela Mattos, de Brasília)