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No Facebook, Cunha tenta se colar aos movimentos pró-impeachment

Por Da Redação - 2 dez 2015, 18h59

Com a imagem pública corroída por causa das denúncias de envolvimento no petrolão e de ter escondido contas na Suíça, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tentou se aproximar dos movimentos anti-Dilma ao acolher o pedido de impeachment da presidente nesta quarta-feira. No mesmo momento em que anunciava a deflagração do processo, o seu perfil no Facebook publicava a seguinte mensagem: “As manifestações populares que ocorreram no Brasil inteiro – em 15 de março, 12 de abril e 16 de agosto – não foram em vão! Atendendo ao pedido das ruas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acolheu o pedido de impeachment”. A mensagem foi postada por volta das 18h40. Até a publicação desta matéria, a postagem havia sido curtida por cerca de 29.000 pessoas e compartilhada por aproximadamente 25.000 usuários. Entre os comentários, alguns o parabenizavam pelo ato e outros o criticavam, alegando que ele aceitou o pedido por meio de chantagem. O presidente colocou como hashtag na publicação um trecho do hino nacional: “Verás que um filho teu não foge à luta”. O alarde nas redes sociais contradiz o discurso de que estava “muito triste” dando prosseguimento ao processo. “Eu não faço isso com nenhuma felicidade”, disse durante coletiva de imprensa. (Eduardo Gonçalves, de São Paulo)

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