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Nem Mourão, o ‘Pelé’ do PRTB, salvou a campanha de Fidelix

O vice-presidente era a esperança de Levy Fidelix, o eterno candidato, de melhorar seu desempenho nas urnas; ele tem menos de 1% das intenções de voto em SP

Por Marcela Mattos 15 nov 2020, 14h36

Levy Fidelix é, sem dúvidas, perseverante. Desde 1984, o candidato que sonha em construir aerotrens pelo país já participou de treze eleições, disputando desde o cargo de vereador até o de presidente da República. Nunca conseguiu vencer.

Neste ano, porém, ele tinha alguma esperança de superar o título de azarão ou ao menos melhorar seu desempenho nas urnas. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, filiado ao PRTB, legenda presidida por Fidelix, participou diretamente de campanhas do partido, chegando a gravar vídeos e posar para fotos para mais de 200 candidatos.

A participação mais intensa do vice foi justamente para a campanha Fidelix, candidato à Prefeitura de São Paulo. Em vídeos da propaganda eleitoral, Mourão o chamou de “o novo prefeito de São Paulo”.

“O PRTB é o partido da direita, o PRTB é o partido da honestidade, o PRTB é o partido da lealdade e o partido que não usa o fundão. Então, no dia 15 de novembro, digita o 28 para eleger Levy Fidelix o seu novo prefeito e também para eleger vereadores comprometidos com os valores de Deus, pátria e família”, afirmou o vice em uma das campanhas.

A ideia de incluir Mourão na disputa foi do próprio Levy, que encomendou pesquisas de opinião em São Paulo para medir o tamanho da influência do general nas eleições. A amostra indicou que quatro em cada dez pessoas afirmaram que votariam em um nome apoiado pelo vice. No entanto, de acordo com o último Datafolha, o resultado não foi como o esperado, e Levy tem menos de 1% das intenções de votos para este domingo.

Mourão foi o principal garoto-propaganda do PRTB neste ano, partido que lançou 326 candidatos a prefeito e 377 candidatos a vice-prefeito. Totens  do vice, com exatos 1,73 metro de altura, foram espalhados nas sedes da legenda Brasil afora. Com isso, o próprio Mourão pode capitalizar pelos rincões do país e aumentar a sua popularidade.

O vice-presidente, que ainda sonha em reeditar a chapa com Bolsonaro em 2022 (o que é um tanto improvável), está dentro do jogo político. Em entrevista a VEJA, Mourão afirmou que uma das possibilidades para 2022, caso a parceria com o ex-capitão não continue, é disputar uma vaga ao Senado. O nome dele chegou a ser mencionado pelo ex-ministro Sergio Moro,  em entrevista ao O Globo, como um possível nome para uma candidatura presidencial de centro.

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