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‘Nas comunidades, viam que tenho alma de pobre’, diz Wilson Witzel

Governador eleito no Rio comentava críticas que recebeu por não ter visitado favelas cariocas; ele criticou fakes news e o que chamou de 'fake pesquisas'

Por Bruna Motta 28 out 2018, 22h13

Numa casa de show na zona oeste carioca, o governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), comemorou sua vitória ao lado de apoiadores, como o pastor Everaldo, o senador eleitor neste ano Arolde de Oliveira e o novo deputado estadual — o mais bem votado na disputa a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio — Rodrigo Amorim.

Mais de 200 convidados assistiram ao pronunciamento do novo governador. “A boa mão de Deus nos fez chegar a este momento”, exclamou Everaldo, presidente do partido PSC.

Witzel lembrou de quando deixou o cargo de juiz federal: “Me despi da toga para vestir a bandeira do Estado do Rio de Janeiro”. Ele disse ainda ter sofrido críticas durante a campanha por não visitar favelas cariocas. “Nas comunidades, eles viam, eu tenho alma de pobre”, disse.

Aos gritos dos apoiadores de “faca na caveira”, Wilson comentou sobre ter se beneficiado da onda bolsonarista: “Não peguei carona, eu dei as mãos para esse sentimento de renovação”.

  • No final do discurso, acusou os que tentaram denegrir sua imagem durante a campanha com “fake news” e também afirmou ser o fim da era de “fake pesquisas”.

    Ele celebrou sua “alma gêmea” na política, Pastor Everaldo, que segundo ele, foi o único a acreditar na sua campanha. “Mesmo com 1%, o pastor falou: ‘Estamos pontuando'”, disse Witzel.

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