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“Não seremos um satélite do PT”, afirma Eduardo Campos

Às vésperas do julgamento, governador de Pernambuco não pretende que o tema mensalão seja usado por candidatos à prefeitura do PSB contra o PT

Por Cecília Ritto 1 ago 2012, 20h30

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, fez uma defesa da autonomia de seu partido em relação ao PT. O PSB rompeu com os petistas em Fortaleza, Recife e Belo Horizonte, o que foi interpretado como um movimento para fortalecer a legenda de Campos para a eleição presidencial de 2014. “Sempre tivemos uma relação com o PT muito correta. Nunca nos sujeitamos a ser sublegenda do PT ou partido satélite. Sempre respeitamos muito o PT, mas temos nossa identidade, opiniões e divergências”, afirmou o governador, que esteve no Rio de Janeiro nesta quarta-feira para receber a medalha Pedro Ernesto da Câmara dos Vereadores – homenagem concedida com base na indicação de um vereador.

Segundo Campos, as alianças desmanchadas com o PT não implicam em um rompimento nacional. “É muito difícil fazer um link direto entre eleição municipal e a que vem em seguida”, afirmou, acrescentando ainda: “No caso do PSB, temos aliança nacional com o PT, que vem de muito tempo, desde 1989. Tivemos disputas eleitorais nos planos estaduais e municipais dos mais diversos sem que misturássemos uma coisa com a outra”.

O governador destacou também que o PSB é o partido que mais apoia o PT no Brasil. “Onde o PT considerava a eleição mais importante? São Paulo. Qual foi o primeiro partido a apoiar o PT em São Paulo, mesmo enfrentando um debate interno duríssimo? Fomos nós”, enfatizou, minimizando os desmanches em outras capitais. Apesar do tom amigável, o governador mandou o seu recado: “Se houver movimento de tentar nacionalizar as eleições nos municípios, tentar discriminar o PSB e criar problema para o partido em todo canto, aí é outra conjuntura. Mas não estou vendo isso hoje”.

Mensalão – O mensalão não será usado pelos candidatos do PSB às prefeituras, garantiu Campos. “Nunca fizemos campanha política atacando quem quer que seja. Fazemos campanha política dialogando com a sociedade, fazendo proposta e mostrando que sabemos fazer e juntando força”, afirmou. “Nem em Pernambuco, nem em lugar nenhum fazemos campanha com pedras nas mãos e jogando em quem quer que seja”, completou o governador, indicando a postura a ser adotada pelos candidatos de seu partido.

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