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‘Não precisa ser apaixonado pelo PT’, diz Jaques Wagner sobre alianças

Senador eleito pela Bahia conversa com representantes de FHC, Ciro e Marina e diz que PT pode até abrir mão da candidatura presidencial em 2022

Por Estadão Conteúdo - 15 Oct 2018, 19h19

Articulador político da campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República, o senador eleito pela Bahia Jaques Wagner (PT) disse acreditar que os apoios à candidatura petista nas eleições 2018 virão de “baixo” e não necessariamente dos partidos.

No entanto, o petista defendeu que a sua sigla esteja disposta inclusive a abrir mão de uma candidatura em 2022 em prol de uma aliança mais ampla na disputa deste ano contra Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL.

“Não tem que sentar para conversar, a linha de corte é a democracia”, disse Wagner, após se reunir com Haddad e outros integrantes da campanha em um hotel na capital paulista. “Não precisa ser apaixonado pelo PT, pode até ter raiva do PT”, reforçou o baiano.

Jaques Wagner está conversando com interlocutores do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e da candidata da Rede derrotada no primeiro turno, Marina Silva. Sobre Ciro Gomes (PDT), o senador eleito afirmou que não desistirá de pedir um apoio mais empenhado do pedetista. “Não vou jogar a toalha”, declarou. Para buscar o acordo, o petista tem falado com Cid Gomes, irmão de Ciro. Em sua opinião, o candidato do PDT no primeiro turno deveria declarar um apoio “com mais contundência” e “bater uma foto” com Haddad.

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Para fechar esses acordos, o presidenciável do PT estaria disposto, nas palavras do coordenador de campanha, a incorporar em seu programa de governo a proposta do fim da progressão de pena para crimes como homicídio, latrocínio e estupro.

Wagner cogita inclusive que o seu partido possa abrir mão da candidatura presidencial em 2022. “Depois do Haddad, tem que ser do PT? Na minha opinião, não. Mas primeiro tem que ganhar a eleição”, sinalizou ele, que já defendeu que a legenda estivesse alinhada com Ciro Gomes desde o começo da disputa nacional.

Ele acredita que tanto o presidenciável petista quanto Bolsonaro poderiam se comprometer com o fim da reeleição e com uma reforma política que estabelecesse um mandato de cinco anos para o futuro.

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