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‘Não precisa entregar a carteira’, diz ministro sobre negociações com os EUA

Elias Rosa afirma que acordo com o governo Trump em relação ao tarifaço não pode ser “sem limite” e que uma nova reunião será feita no fim deste mês

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 set 2026, 20h09
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“O Brasil não pode abrir mão do Pix.” A afirmação é do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, ao apontar, em entrevista ao VEJA em Foco, quais são os limites da negociação com os Estados Unidos. Ele também citou os mecanismos brasileiros de verificação e rastreabilidade do desmatamento.

Na avaliação do ministro, esses são temas que não estão em discussão. “Há pontos sobre os quais o Brasil não negocia e há uma infinidade de pontos sobre os quais o Brasil quer negociar”, afirmou.

Outro ponto sensível é o comércio de etanol. Segundo o ministro, o tema não pode ser tratado isoladamente e precisa ser discutido em conjunto com o açúcar. Ele lembrou que o etanol brasileiro passou a enfrentar uma tarifa de 40% nos Estados Unidos, enquanto o açúcar nacional sofre uma sobretaxa próxima de 100%.

“Há pontos sobre os quais o Brasil não negocia e há uma infinidade de pontos sobre os quais o Brasil quer negociar”, resumiu.

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Apesar das divergências, Elias Rosa defendeu a manutenção das negociações e destacou a importância da relação comercial com os Estados Unidos. Segundo ele, empresas americanas investem no Brasil há mais de um século, gerando empregos, tecnologia e inovação.

Ao mesmo tempo, afirmou que o país precisa preservar seus próprios interesses. “Não precisa entregar a carteira. Não é como um acordo sem limite. Um acordo sem teto não é possível”, disse.

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Segundo Elias Rosa, a negociação mudou de natureza depois da conversa entre Lula e Donald Trump. Antes, o objetivo brasileiro era evitar a aplicação das tarifas americanas. Agora, o governo busca retirar as tarifas que já foram impostas.

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