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Não há chance de a reforma da Previdência ser adiada, diz Marun

Articulador político do governo Temer vai a culto em templo evangélico em São Paulo para tentar angariar apoio à proposta de mudar regras da aposentadoria

Por Da Redação - 21 jan 2018, 20h05

Responsável pela articulação política do governo Michel Temer (PMDB) para conseguir apoio da Câmara dos Deputados à reforma da Previdência, o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, descartou neste domingo a possibilidade de um novo adiamento da votação da proposta, prevista para começar no dia 19 de fevereiro. “Não existe essa hipótese”, disse.

Com a declaração, Marun indica que o governo vai para o “tudo ou nada” na tentativa de aprovar o projeto. Ou seja, se não houver os 308 votos necessários a favor das mudanças na aposentadoria até o dia 19 de fevereiro, é improvável que novos esforços sejam empreendidos por Temer para que a reforma passe em 2018.

Marun se esquivou de pergunta sobre qual é o tamanho do atual apoio dos parlamentares à proposta, dizendo apenas que uma nova contagem será feita entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem sido cauteloso em suas declarações. Nesta semana, em Washington (EUA), ele chegou a dizer que a chance de aprovação é encarada “sem nenhum tipo de otimismo”.

O ministro, que está em São Paulo, participou na manhã deste domingo de um culto da Igreja Mundial do Poder de Deus, a convite do pastor Valdemiro Santiago, evento que não estava em sua agenda oficial. Marun disse que falou a mais de 40 mil pessoas sobre a importância de aprovação da proposta. “Hoje, tive a prova de que as pessoas estão cada vez mais convencidas da necessidade de reformarmos a Previdência”, afirmou.

Temer tem investido no público evangélico para tentar angariar apoio popular à proposta. O pastor Valdemiro Santiago, por exemplo, foi recebido pelo presidente no Palácio do Planalto, na segunda-feira, 15. Um dia depois, foi a vez de o pastor José Wellington, presidente da Igreja Assembleia de Deus, em São Paulo, se encontrar com o peemedebista na sede do governo.

Marun voltaria a Brasília neste domingo e já deveria se encontrar com Temer para falar sobre o assunto. Na segunda-feira, 22, ele volta a tratar do tema, desta vez com Rodrigo Maia.

(Com Estadão Conteúdo)

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