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Não é que a vaca tossiu?

Por Da Redação 30 dez 2014, 14h10

Durante o vale-tudo para tentar conter o então “furacão Marina Silva”, em proa de subida nas pesquisas eleitorais de setembro, a presidente-candidata Dilma Rousseff sugeriu que a adversária pretendia acabar com direitos trabalhistas em vigor e disparou uma frase cunhada pela sua equipe de marketing para chacoalhar a militância petista nas redes sociais: “Nem que a vaca tussa”, esbravejou. A expressão foi usada à exaustão pela campanha, numa ofensiva pela desconstrução da imagem de Marina – cuja candidatura minguou vertiginosamente na sequência. Na reta final do primeiro turno, uma vaquinha malhada chegou a ser mote de sindicalistas alinhados à então presidente-candidata para uma “mobilização nacional” em defesa dos trabalhadores. Nesta segunda-feira, Dilma deu sequência à linha de fazer tudo ao contrário pós-urnas e determinou que seus ministros anunciassem o endurecimento de regras para a concessão de benefícios como o seguro-desemprego e a pensão por morte. O pacote impopular do governo, oficializado a três dias do início do novo mandato, é uma tentativa de começar a colocar a economia nos eixos. Marina Silva reagiu hoje e afirmou em sua conta no Twitter que a economia em frangalhos mostra que “a realidade desmantelou o marketing eleitoral de Dilma”. (Laryssa Borges, de Brasília)

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