‘Não é pra política’: o plano de Paes para a segurança no Rio
Em sabatina de VEJA, candidato do PSD ao governo fluminense disse que pretende mudar a estrutura da área e recuperar territórios dominados pelo crime
O candidato do PSD ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou, durante sabatina promovida por VEJA, que pretende afastar a influência política da segurança pública caso seja eleito. Para o ex-prefeito, a área deve ser tratada como uma “função de Estado”.
“Segurança pública não é pra política”, afirmou Paes ao defender que decisões sobre o comando de batalhões, delegacias e secretarias não sejam submetidas a interesses políticos.
Entre as propostas, o candidato disse que pretende recriar e centralizar a estrutura da segurança pública em uma única secretaria. Polícia Militar e Polícia Civil ficariam subordinadas à pasta, mantendo, segundo ele, autonomia orçamentária. Paes também avalia incluir a administração penitenciária na nova estrutura.
O candidato afirmou ainda que pretende priorizar a retomada de territórios dominados pelo crime organizado. A estratégia, segundo ele, deve combinar inteligência, asfixia financeira das organizações criminosas e planejamento para manter a presença do Estado após as operações policiais.
“O Estado tem que entrar para ficar”, disse Paes. “Inaceitável que o Estado não recupere o monopólio da força no seu território.”






