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“Não cairia na provocação de reagir à usina de crises”, diz Paulo Guedes

Ministro da Economia enviou mensagem a Alexandre Frota (PSL-SP) para explicar o contexto em que afirmou que o "Congresso é uma fábrica de corrupção"

Por Edoardo Ghirotto - 26 jun 2019, 20h06

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em mensagens de Whatsapp enviadas ao deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) que está evitando confrontos e que “não cairia na provocação de reagir à acusação de usina de crises”. Ele se refere à declaração que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu após críticas feitas por Guedes ao parecer que o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) apresentou na comissão especial que discute a reforma da Previdência.

Maia se irritou com o fato de Guedes ter se queixado publicamente do relatório apoiado pelos principais partidos da Câmara. “O governo virou uma usina de crise permanentes que não atingirá a Câmara dos Deputados”, disse, no dia 14.

Frota procurou Guedes nesta quarta, 26, para questionar se o ministro havia dito, em reunião realizada no dia anterior com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), que o “Congresso é uma máquina de corrupção”. O relato foi publicado pelo jornal O Globo.

Guedes confirmou ao deputado que fez a afirmação, mas que ela foi retirada de contexto. “Eu ontem disse que não responderia exatamente porque precisamos estar juntos… Exemplifiquei dizendo que eu não vou fazer o que querem, que eu responda à acusação de que somos uma fábrica de crises acusando o Congresso de fábrica de corrupção.”

O ministro afirmou que iria explicar a declaração publicamente e reforçaria que tem de estar junto a Maia para o bem do país. “Querem nos indispor”, declarou. “Eu disse exatamente que temos que trabalhar juntos, e eu não cairia na provocação de reagir à acusação de usina de crises.”

Frota declarou que o conteúdo das mensagens é verídico. Em nota, o Ministério da Economia informou que frases atribuídas a Guedes na reunião foram tiradas de contexto. “O Ministro valoriza o trabalho de todos os parlamentares engajados na Nova Previdência e está confiante na aprovação da matéria.” 

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