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Nacionalização da disputa pode favorecer candidato na Bahia, avalia cientista político

No Ponto de Vista, Elias Tavares afirma que a disputa está totalmente aberta

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jul 2026, 13h35 | Atualizado em 29 jul 2026, 15h17
Nacionalização da disputa pode favorecer candidato na Bahia, avalia cientista político Priorizar nos meus resultados Google

A corrida pelo governo da Bahia está tecnicamente empatada, mas o rumo da eleição pode depender menos da diferença atual entre os candidatos e mais do grau de nacionalização da campanha. Essa é a avaliação do cientista político Elias Tavares, feita no programa Ponto de Vista,  apresentado por Laísa Dall’Agnol (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo a pesquisa Genial/Quaest apresentada no programa, ACM Neto (União Brasil) aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem 38%. Em um eventual segundo turno, o cenário permanece equilibrado: ACM Neto registra 43%, contra 39% de Jerônimo. “É uma eleição totalmente aberta.”

Por que uma campanha mais estadual favorece ACM Neto?

Para Tavares, ACM Neto parte de uma posição vantajosa caso a eleição seja conduzida principalmente em torno de temas locais e da trajetória política dos candidatos. “Quanto mais estadual for a eleição na Bahia, melhor para ele.”

O cientista político destacou a experiência de ACM Neto e o grau de conhecimento do ex-prefeito de Salvador junto ao eleitorado baiano. Segundo ele, esses fatores ganham importância quando o debate se concentra no próprio estado.

E por que a nacionalização pode ajudar Jerônimo?

Na avaliação de Tavares, o cenário se altera quando a disputa estadual passa a ser vinculada à polarização presidencial. “Quanto mais nacionalizada for a eleição da polarização, é um benefício para o candidato do PT.”

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O peso de Lula seria especialmente relevante, segundo o cientista político, pelo histórico de força eleitoral do PT na Bahia e pela capacidade de transferir a disputa nacional para o palanque estadual. Tavares afirmou, inclusive, que considera mais provável uma campanha nacionalizada.

O que mudou para Jerônimo em relação à eleição anterior?

Outro ponto destacado pelo cientista político é que Jerônimo entra na disputa em uma condição diferente daquela enfrentada na eleição anterior. “Ele não é mais desconhecido. Ele já é o governador, tem a estrutura da máquina na mão.”

Para Tavares, o exercício do cargo representa uma vantagem importante em uma tentativa de reeleição, porque amplia a exposição do candidato e lhe dá uma condição distinta daquela de quando disputou o governo pela primeira vez.

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A polarização presidencial pode decidir a eleição baiana?

Tavares considera esse o ponto central da disputa. Se a campanha permanecer concentrada nas questões estaduais, ACM Neto tende a se beneficiar do maior conhecimento do eleitorado e de sua trajetória política na Bahia. Se, por outro lado, a eleição entrar de vez na lógica nacional e reproduzir a polarização da corrida presidencial, Jerônimo pode ganhar terreno com o palanque de Lula.

Para o cientista político, portanto, o empate mostrado pela Quaest não revela apenas uma disputa apertada, mas uma eleição cujo equilíbrio pode ser alterado pela forma como os dois principais candidatos conseguirem definir o terreno da campanha.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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