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Na conta do PMDB, 5 ministérios são dados como certos

E o partido já tem três nomes definidos para a Esplanada, segundo jornal

Embora tenha avisado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à sua sucessora, Dilma Rousseff, que pretende abocanhar seis ministérios no próximo governo, o PMDB já avalia que pode sair da disputa com o PT com uma pasta a menos. De acordo com a edição desta segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo, o partido dá como certo o comando de cinco ministérios no governo Dilma – e já tem três nomes definidos para a Esplanada.

Um deles é o do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que deve retornar ao Ministério de Minas e Energia. Ele deixou o cargo em março deste ano para retomar a atividade parlamentar. Reeleito para o Senado, chegou a ser sondado por Dilma para ocupar a presidência da Casa, mas já disse que não pretende disputar o cargo tão cedo.

Outro nome forte no PMDB é o do atual ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que tem o apoio do vice-presidente eleito Michel Temer. O problema é que Rossi disputa a preferência de Dilma com o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS), que defendeu com fervor a candidatura da petista no estado, e com a deputada Marinha Raupp (PMDB-RO), que poderia integrar a cota de mulheres na Esplanada.

O ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Moreira Franco, que deixou o cargo para se dedicar à campanha de Dilma à Presidência, também é dado como certo pelos peemedebistas para integrar a equipe da presidente eleita na Esplanada.

A legenda quer evitar que haja na Esplanada um ministro da cota do partido, mas que tenha sido indicado pelo presidente, a exemplo do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que é do PMDB, mas sempre foi considerado uma indicação pessoal de Lula. Os peemedebistas sequer pensam em disputar a pasta com os petistas.