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Na canetada, cúpula do PP aprova apoio à reeleição de Dilma

Diretórios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, que comandam a dissidência na sigla, pretendem recorrer contra a decisão na Justiça Eleitoral

Por Marcela Mattos 25 jun 2014, 16h13

Em uma reunião a portas fechadas no gabinete do senador Ciro Nogueira (PI), que durou poucos minutos, a Executiva Nacional do Partido Progressista (PP) aprovou o apoio à candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição. A ala dissidente da sigla, contrária à aliança formal com o PT, informou que recorrerá contra a decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O acordo fechado entre o PP e o governo federal é explícito: o partido repassará quase um minuto e vinte segundos para a campanha eleitoral de Dilma na televisão em troca da manutenção do cobiçado Ministério das Cidades, um dos maiores orçamentos da Esplanada.

Horas antes da reunião secreta da Executiva, o PP havia saído rachado de uma tensa Convenção Nacional. Presidente da sigla e aliado de Dilma, Ciro Nogueira não conseguiu aprovar o apoio à candidatura petista no encontro nacional. Houve bate-boca e troca de xingamentos. Quando o nome de Dilma foi pronunciado, as alas gaúcha e mineira da sigla vaiaram e Ciro ouviu coro de “vendido”. Cercado por integrantes da legenda, o senador voltou para o gabinete escoltado por seguranças.

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“O que saiu daqui é a imposição de uma vontade e de maneira pouco democrática. Hoje nós queríamos a neutralidade. Não há legitimidade nessa decisão”, disse Ana Amélia.

“O Ciro demonstrou despreparo, não teve capacidade de ouvir os convencionais do PP. Ele está conduzindo o partido a um buraco negro”, criticou o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Diniz Pinheiro. “Não me parece que a continuidade que aí está seja no sentido de mudar o país. Está claro que o Brasil precisa de um processo de limpeza ética”, disse o deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ).

Ciro tentou se justificar sua canetada: “Apenas dois diretórios se rebelaram de forma inadequada, mas são 27 no total. Sempre ouvimos democraticamente a todos. A maioria quer o apoio à presidente e já está sacramentado o apoio”, disse.

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