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Mulheres são minoria na magistratura brasileira, segundo pesquisa do CNJ

Elas representam 37% dos juízes do país hoje; apesar de baixo, índice representa uma evolução em relação à década de 1990, quando ele era de 25%

Um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para apontar o perfil sociodemográfico da magistratura brasileira revelou que as mulheres são minoria entre ministros, juízes e desembargadores. Esta é a segunda pesquisa desta natureza feita pela entidade – a primeira edição ocorreu em 2013.

Participaram do levantamento 11.348 magistrados, o que representa 62,5% dos 18.168 de magistrados nos tribunais superiores. Do total, apenas 37% são mulheres. A pesquisa mostra, contudo, que houve uma evolução na participação de mulheres na magistratura – o percentual era de 25% na década de 1990. 

O levantamento mostra, ainda, que há menor progressão de carreira entre as mulheres. Enquanto elas representam 44% no primeiro estágio da carreira, o de juiz substituto, e 39% alcançam o posto de juiz titular, representam apenas 23% das vagas de desembargadores e 16% das de ministros dos tribunais superiores.

Segundo o CNJ, o juiz brasileiro é, predominantemente, homem, branco, casado, pai e católico. Além disso, a idade média do magistrado brasileiro é de 47 anos. Os mais jovens estão na Justiça Federal, com 13% no intervalo até 34 anos, 49% entre 35 e 45 anos e apenas 9% com 56 anos ou mais.