Mulher passa mal e morre em frente a ambulatório

Testemunhas dizem que funcionários se recusaram a atravessar a rua para socorrer mulher; secretaria nega e garante que atendimento foi imediato

Por Da Redação - 4 abr 2013, 13h32

Uma mulher de 56 anos morreu na noite desta quarta-feira na estrada São Francisco, em Taboão da Serra, em frente a um Ambulatório Médico de Especialidades (AME). Célia Maria Gamarano andava pela rua com o seu marido quando teve uma parada cardiorrespiratória e precisou de socorro.

Segundo testemunhas ouvidas pelo Bom Dia SP, da TV Globo, os moradores da região pediram ajuda no ambulatório, mas ninguém saiu do local para prestar socorro a Célia. Eles dizem que a mulher só foi atendida quando o marido dela e pessoas que o ajudaram conseguiram parar o trânsito local e atravessar a rua levando Célia no colo para a entrada do posto de saúde.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo nega que tenha acontecido omissão de socorro e informa que “antes que houvesse tempo de qualquer pessoa se deslocar até onde a paciente estava, ou seja, em questão de pouquíssimos minutos, ela chegou ao AME, carregada pelo marido e populares, e foi prontamente atendida”. A secretaria ressalta ainda que os médicos detectaram falta de sinais vitais e durante 25 minutos tentaram reanimá-la. Porém, a paciente não resistiu.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, o marido contou que Célia havia reclamado de dores nas costas e há alguns dias estava com a pressão alta. Ela tinha marcado cardiologista para a próxima sexta-feira. O caso foi registrado 1° DP do Taboão.

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