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MP suspeita que senador do PP usou escritório de advocacia para lavar propina

Relação do parlamentar com o escritório de advocacia de Fernando Hugnes foi revelada pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia

O Ministério Público Federal reuniu indícios de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) pode ter lavado dinheiro de propina recebido do escândalo do petrolão em um escritório de advocacia com a suposta contratação dos serviços de um profissional identificado como Fernando Hugnes.

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A relação do parlamentar com o escritório de advocacia foi revelada pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, que fez acordo de colaboração premiada com os investigadores. Antes dele, o doleiro Alberto Youssef já havia apontado Nogueira como beneficiário de propina recolhida no esquema de corrupção na Petrobras.

O senador foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão na Operação Politeia, a primeira fase da Lava Jato coordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra autoridades com foro privilegiado.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende o parlamentar, disse que o senador não conhece Hugnes e que não participou de nenhum esquema de lavagem.