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MP pede afastamento de 34 policiais por morte de juíza

Por Da Redação 8 set 2011, 12h56

Em resposta ao assassinato da juíza Patrícia Acioli, no dia 11 de agosto, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu o afastamento de 34 policiais militares que respondem a processos na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, que era comandada pela magistrada. A maior parte dos agentes é acusada de forjar autos de resistência (mortes em confronto com a polícia) para encobrir assassinatos praticados por grupos de extermínio ou milícias.

A promotoria também solicitou a prisão de 28 desses policiais. São agentes que já haviam tido a prisão requerida pelo MP no passado, mas que ainda não tiveram o pedido analisado, ou permanecem soltos por habeas corpus. Os requerimentos ainda serão avaliados pelos juízes que atuam na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, que atualmente é comandada pelo juiz Fábio Uchôa.

Se os pedidos de afastamento forem aceitos pela Justiça, os policiais deverão entregar suas armas e identidades funcionais, mas cumprirão a punição dentro dos quartéis – ficando fora das ruas.

Segundo o procurador-geral de Justiça do Rio, Cláudio Lopes, o pedido de afastamento tem o objetivo de desarticular parte das milícias e grupos de extermínio da região, pois os policiais “se valiam de função pública para cometer crimes, o que faz iminente o risco de que voltem a usar cargo e função para perpetrarem novos delitos”.

“O Ministério Público quer dar uma resposta à sociedade fluminense diante do brutal crime que resultou na morte da juíza Patrícia Acioli. Por isso, nossos promotores de Justiça estão realizando um trabalho exaustivo para agilizar as investigações e o posterior julgamento dos culpados”, disse Lopes. Apenas 60% dos processos contra policiais foram analisados pelos promotores. O restante será avaliado nas próximas semanas.

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou, em agosto, que pediria a transferência de policiais do 7º Batalhão (São Gonçalo) para outras unidades. Mas o MP considera a medida insuficiente, porque esses homens continuariam exercendo a função de agentes nas ruas. Alguns dos 34 policiais, no entanto, já foram transferidos.

Além dos 34 policiais da lista do MP, outros respondem por homicídio em São Gonçalo. Em agosto, o TJ enviou à Polícia Militar uma lista de 91 agentes envolvidos nesse crim

(Com Agência Estado)

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