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MP ouve suspeitos de vandalismo no Centro do Rio

Os estudantes Pedro Assis Rodrigues e Rodrigo Pinto Ribeiro prestaram depoimento na quinta-feira ao promotor de Justiça Paulo Roberto Mello Cunha Júnior. Nos próximos dias, outros manifestantes que se consideram vítimas da PM serão ouvidos

O promotor de Justiça Paulo Roberto Mello Cunha Júnior ouviu, na quinta-feira, dois manifestantes que foram detidos por PMs do Batalhão de Choque da Polícia Militar, durante protestos em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no dia 17 de junho. Os depoimentos dos estudantes Pedro Assis Rodrigues e Rodrigo Pinto Ribeiro serão anexados a um procedimento investigatório, instaurado pela 2ª Promotoria da Auditoria Militar.

O advogado da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) Raul Lins e Silva acompanhou o depoimento dos estudantes e disse que “as prisões foram arbitrárias e praticadas de forma aleatória pelos policiais do Batalhão de Choque”. Pedro e Rodrigo foram soltos depois de pagarem fiança.

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O MP, agora, também vai às ruas protestar

O Ministério Público ouvirá, nos próximos dias, manifestantes que se dizem ter sofrido violência policial durante os protestos. A intenção das promotorias de Justiça, junto à Auditoria Militar, é a apuração de todas as circunstâncias que envolvem estes incidentes visando caracterizar eventuais episódios de uso abusivo da força”, afirma Paulo Roberto Mello.

Os promotores de Justiça Paulo Roberto Mello Cunha Júnior, Alberto Flores Camargo e Décio Luiz Alonso Gomes reuniram-se, na terça, feira, com o comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, e com a cúpula da corporação. O objetivo do encontro foi entender as táticas adotadas pela Polícia Militar para a manutenção da segurança durante as manifestações no Rio.

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