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Motta abre trabalhos e CCJ adia mais uma vez votação de PEC da redução da maioridade penal

Sessão foi marcada por resistência tímida do PT, obstrução solitária do Psol e acusação da oposição contra aliados de Lula

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jun 2026, 17h03 | Atualizado em 9 jun 2026, 20h42
Motta abre trabalhos e CCJ adia mais uma vez votação de PEC da redução da maioridade penal Priorize VEJA no Google

Após quase duas horas de debate, a CCJ adiou mais uma vez a análise da PEC da redução da maioridade penal após o presidente da Câmara, Hugo Motta, abrir os trabalhos do plenário da Casa, o que inviabiliza a apreciação de matérias pelos colegiados. A análise deve ser retomada nesta quarta-feira, 10.

A sessão foi marcada por resistência tímida do PT, obstrução solitária do Psol e acusação da oposição contra aliados de Lula.

O desfecho frustrou os opositores de Luiz Inácio Lula da Silva, que desejam o avanço célere da proposição, em função do entendimento de que o texto tem amplo impacto eleitoral.

Eles querem explorar os eventuais votos contrários da base governista para tentar favorecer a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República.

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Seria ainda um fato político novo, que poderia representar uma cortina de fumaça que tirasse um pouco os holofotes do novo tarifaço e da relação entre Flávio e Daniel Vorcaro, pontos que tem afetado a performance do primogênito de Flávio Bolsonaro em pesquisas recentes.

Durante a sessão, bolsonaristas chegaram a afirmar que o governo teria fechado um acordo com eles para deixar o tema prosperar na principal comissão da Câmara. Governistas negam.

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Assim como ocorreu em semanas anteriores em que a PEC estava na pauta, o Psol encabeçou a obstrução – de forma quase solitária -, que foi acompanhada timidamente pelo PT.

O partido de Lula foi representado por nomes da velha guarda petista, entre eles, Luiz Couto, Patrus Ananias, Erika Kokay e Paulo Teixeira.

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Vale lembrar que a medida só está em apreciação pela CCJ, porque Motta guarda em sua gaveta há três semanas e ainda não despachou recursos apresentados por bolsonaristas que participaram do motim que parou os trabalhos do plenário por quase 48 horas no ano passado e tiveram seus mandatos suspensos pelo Conselho de Ética.

Os recursos trancariam a pauta do colegiado até que fossem apreciados. Normalmente, eles são despachados pelo chefe da Casa em dois ou três dias.

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Os autores das representações contra os protagonistas da rebelião bolsonarista foram os próprios integrantes da Mesa Diretora.

 

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