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Moro transfere João Santana e ex-senador para presídio em Curitiba

Além do marqueteiro do PT, sua mulher, Mônica Moura, o ex-senador Gim Argello e o empresário Ronan Maria Pinto também serão levados da carceragem da PF ao Complexo Médico Penal de Pinhais

Por Da Redação 2 Maio 2016, 17h43

O juiz federal Sergio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato em Curitiba, atendeu a um pedido da Polícia Federal e determinou, nesta segunda-feira, as transferências do marqueteiro João Santana, de sua mulher e sócia, Mônica Moura, além do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e do empresário Ronan Maria Pinto da carceragem da PF em Curitiba para o Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense.

O delegado da PF Igor Romário de Paula havia justificado o pedido a Moro alegando que a carceragem “se destina tão somente a presos provisórios ou para custodiados em eventual risco” e que “a limitação de espaço dificulta a movimentação de presos em flagrante e de eventuais operações policiais”. Segundo Romário de Paula, seguem presos na carceragem “somente réus colaboradores e aqueles que estão em processo de tomada de depoimentos”.

Apesar das “relativas boas condições” da carceragem da PF apontadas pelo magistrado, ele deu razão às alegações do delegado federal por entender que o Complexo Médico Penal “vem atendendo satisfatoriamente as condições de custódia” dos presos da Lava Jato que lá estão. “Pelo que foi verificado anteriormente, (os presos transferidos) ficarão em ala reservada, com boas condições de segurança e acomodação”, escreveu o juiz federal.

Presa na 23ª fase da Lava Jato, em março, assim como João Santana, Mônica Moura será encaminhada a uma prisão feminina, não especificada por Sergio Moro no despacho de hoje. Na sexta-feira passada, Santana e Mônica viraram réus em duas ações penais na Lava Jato, na quais responderão por corrupção e lavagem de dinheiro. Na decisão em que aceitou as denúncias, Moro afirmou que o casal recebeu “conscientemente recursos provenientes de acertos de propinas entre dirigentes da Petrobras e empresas fornecedoras da estatal”.

Ronan Maria Pinto foi preso e levado a Curitiba na 27ª fase da Operação Lava Jato, a Carbono 14, deflagrada no início de abril, por ter sido destinatário final de um empréstimo fraudulento do pecuarista José Carlos Bumlai no Banco Schahin em 2004. Já Gim Argello foi detido na 28ª fase da Lava Jato, batizada de Vitória de Pirro, sob suspeita de ter negociado e intermediado pagamento de propina de empreiteiras envolvidas no petrolão a partidos políticos para que empreiteiros não fossem convocados a prestar esclarecimentos em duas CPIs criadas para investigar irregularidades na Petrobras.

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