Moro: ‘Não houve excesso na Lava Jato; opinião de militante não conta’

Ministro diz que críticas de Janot à operação são 'coisa dele' e lamenta questionamentos em ação no STF: 'É o país que perde com eventuais retrocessos'

Por Laryssa Borges - Atualizado em 4 out 2019, 09h50 - Publicado em 4 out 2019, 06h00

Hoje ministro da Justiça, o ex-juiz Segio Moro rebateu discursos que apontam parcialidade e excessos nas decisões da Lava Jato, operação que integrou até o fim de 2018. “Ninguém foi preso injustamente. Opinião de militante político não conta, pois desconsidera as provas”, declarou Moro em entrevista a VEJA desta semana.

Em defesa da operação, Moro minimizou as críticas do ex-PGR Rodrigo Janot a seu trabalho como juiz. A ação em trânsito no STF que pode anular condenações também foi mencionada. “As pessoas falam em excessos, mas qual foi o excesso da Lava Jato? Essa entrevista do ex-procurador Janot é coisa dele. Não tem nada a ver com Curitiba. É difícil acreditar nessa história. Agora vem essa discussão de que a ordem das alegações finais seria um erro da Lava Jato. Os avanços anticorrupção não são de propriedade de juízes ou procuradores. É uma conquista da sociedade, do país. É o país que perde com eventuais retrocessos”, declarou.

A VEJA, o ministro diz que Lula “está presto porque cometeu crimes”, afasta a hipótese de se candidatar à Presidência em 2022, afirma que não há qualquer ilegalidade no conteúdo das mensagens vazadas pelo site The Intercept e volta a colocar em dúvida a veracidade desses diálogos. Moro comenta, ainda, sobre a Lei de Abuso de Autoridade e fala de relação com o presidente Jair Bolsonaro, entre outros assuntos.

Veja a íntegra da reportagem em VEJA desta semana.

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