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Moro autoriza dono da UTC a chamar ministro da Defesa como testemunha

Além de Jacques Wagner, defesa de Ricardo Pessoa quer arrolar também quatro deputados federais

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, determinou nesta quinta-feira que agentes públicos arrolados como testemunhas pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, informem as datas que podem prestar depoimento por videoconferência. Preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e acusado de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro no esquema de corrupção da Petrobras, Pessoa requisitou oitivas do ministro da Defesa, Jacques Wagner (PT), e dos deputados federais Arlindo Chinaglia (PT), Paulinho da Força (SDD), Jorge Tadeu Mudalen (DEM) e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB).

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Moro ainda tentou, sem sucesso, que a defesa de Pessoa informasse se os agentes públicos tinham informações sobre as acusações contra o empresário. Sem esses esclarecimentos, o juiz decidiu permitir a intimação dos políticos para evitar alegações de cerceamento de defesa. Os depoimentos serão feitos por videoconferência, exceto se algum deles tiver interesse em comparecer pessoalmente a Curitiba.

O ex-deputado federal e Secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim (PPS), também vai ser intimado. No mesmo rol de testemunhas, foi incluído o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo. Como antecipou o site de VEJA, ficou acertado com o advogado dele que o ex-ministro será ouvido em videoconferência.