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Moro anuncia dois secretários para o Ministério da Justiça

Futuro ministro indicou Guilherme Theophilo, candidato do PSDB derrotado ao governo do Ceará, e delegado Luiz Pontel de Souza, que atuou no caso Banestado

O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro anunciou, na tarde desta terça-feira, 4, mais dois nomes de sua equipe na pasta. O delegado da Polícia Federal (PF) Luiz Pontel de Souza será o secretário executivo do ministério, e o general Guilherme Theophilo ocupará o cargo de Secretário Nacional de Segurança Pública.

Luiz Pontel de Souza foi um dos principais responsáveis pela primeira prisão do doleiro Alberto Yousseff, detido no Maranhão, em 2014, e participou da investigação do escândalo do Banestado, um esquema responsável por enviar aos Estados Unidos dezenas de bilhões de reais ilegais.

Na PF, Pontel foi chefe da delegacia da corporação em Presidente Prudente (SP), entre 2006 e 2007, diretor executivo em Brasília, de 2009 a 2011, e diretor de gestão de pessoal, também em Brasília, de 2015 a 2017. Atualmente, ele é secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Futuro secretário nacional de Segurança Pública, o general da reserva Guilherme Theophilo, 63 anos, foi o candidato do PSDB ao governo do Ceará, onde foi derrotado pelo petista Camilo Santana, reeleito com 79,96% dos votos. Theophilo, segundo colocado no pleito, recebeu 488.438 votos, 11,30% dos votos totais. Moro, no entanto, negou que a indicação tenha caráter político. “Ele já se desfiliou do partido ao qual ele estava filiado, então, não existe nenhuma indicação político-partidária”, afirmou.

Moro disse que ficou “bastante impressionado positivamente” com o trabalho de reestruturação da segurança pública do estado, realizado pelo general Braga Netto no contexto da intervenção federal no Rio de Janeiro, e que deseja uma atuação semelhante de Theophilo à frente da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

No Exército, o general foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negra e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, assistente do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da presidência da República, em Brasília, e comandante da 12ª Região Militar e Comandante Militar da Amazônia, em Manaus.

Até o momento, já foram confirmados por Moro os nomes de Maurício Valeixo, indicado como diretor-geral da Polícia Federal, Érika Marena, escolhida para chefiar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), Rosalvo Franco, que assumirá a Secretaria de Operações Policiais Integrada, e Fabiano Bordignon, que chefiará o Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

O auditor da Receita Federal Roberto Leonel de Oliveira Lima será o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), e o procurador Luiz Roberto Beggiora, que atua na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), ocupará a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad).