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Moraes envia à PGR inquérito sobre suposta intervenção de Bolsonaro na PF

Pedido foi feito pelo líder da oposição, senador Randolfe Rodrigues, para que sejam tomadas medidas 'a fim de evitar interferências indevidas' do governo

Por Da Redação 28 jun 2022, 22h51

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes encaminhou na noite desta terça-feira, 28, para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) o pedido para que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado por suposta interferência na operação da Polícia Federal que prendeu o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro.

A solicitação de investigação foi protocolada na última sexta pelo líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ele pede para que sejam tomadas medidas “a fim de evitar interferências indevidas” do presidente e da cúpula do governo. No mesmo dia, o MPF afirmou haver suspeitas de interferência do presidente nas investigações referentes a Milton Ribeiro na Operação Acesso Pago.

Isso ocorreu após a divulgação de uma conversa de Ribeiro e a filha, na qual ele dá a entender que foi avisado por Bolsonaro que sua casa seria alvo de uma busca e apreensão. A conversa com a filha teria sido registrada no dia 9 de junho, 13 dias antes da operação, e durou aproximadamente quatro minutos.

De acordo com Alexandre de Moraes, a interferência na PF, se comprovada, configuraria os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, obstrução da justiça e corrupção passiva privilegiada por parte de Jair Bolsonaro.

O senador Randolfe Rodrigues fez a petição dentro do inquérito já aberto para apurar uma possível interferência de Bolsonaro na PF, que foi denunciado pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro ao deixar o cargo no governo, em abril de 2020. Na ocasião, o ex-juiz falou sobre a exoneração do então diretor-geral da PF, Maurício Leite Valeixo, dizendo que “houve essa insistência” da parte de Bolsonaro para trocar a liderança da corporação.

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