Monitoramento por drone mostra quantas pessoas foram ao ato de Augusto Cury em Copacabana
Escritor e presidenciável é terceiro colocado nas pesquisas eleitorais para a Presidência da República neste ano
O ato politico-eleitoral do escritor e presidenciável Augusto Cury (Avante-SP) em Copacabana, Rio de Janeiro, reduto do bolsonarismo, nesta segunda-feira, 7, Dia da Independência, reuniu 1.400 pessoas, de acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a More in Common. A margem de erro é de 12%, podendo ter sido de 1.300 a 1.600 pessoas no horário de pico, às 11h30.
A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial. Foram tiradas fotos em nove horários diferentes (8h45, 9h, 9h30, 9h45, 10h, 10h30, 11h, 11h30 e 12h) e, em seguida, duas fotos do momento com mais pessoas foram escolhidas para serem usadas no software. As imagens cobriram toda a extensão do ato, sem sobreposição.
A mesma metodologia vem sendo usada desde agosto de 2022 para calcular o público de diversos eventos políticos.
No método, as fotos são tiradas por um drone e as pessoas são marcadas automaticamente. Usando inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e conta quantos pontos aparecem na imagem. Esse processo garante uma contagem precisa, mesmo em áreas densas.
O método possui uma precisão de 72,9% e uma acurácia de 69,5% na identificação de cada indivíduo. Isso significa, na prática, que há um erro percentual absoluto médio de 12% para grupos acima de 500 pessoas, ou seja, em uma mensuração de público de 100 mil pessoas, o valor real pode variar entre 88 mil e 112 mil (12 mil pessoas para menos ou para mais).
Augusto Cury, que, até este ano, nunca havia se candidatado a nenhum cargo eletivo, se tornou uma surpresa nas últimas semanas, tendo conquistado mais de dois dígitos das intenções de voto nas principais pesquisas nacionais e ficado em terceiro lugar, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que polarizam o processo eleitoral de 2026.





