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Ministro manda cortar ponto de agentes da PF em greve

José Eduardo Cardozo ainda orientou a abertura de processos disciplinares contra policias que estejam praticando operação-padrão, proibida pelo STJ

Por Da Redação - 21 ago 2012, 06h36

Ao mesmo tempo em que tenta negociar com os servidores públicos em greve, o governo decidiu enquadrar os setores considerados mais radicais. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou nesta segunda-feira o corte de ponto dos agentes da Polícia Federal (PF) que faltarem ao serviço em razão da greve.

Em contato com o diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, o ministro orientou ainda a abertura pela corregedoria de processos disciplinares contra policias que estejam abusando da população sob o manto da chamada operação-padrão, que na semana passada foi proibida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na decisão, oministro Maia Filho proibiu ainda que “sejam adotados cerceamentos à livre circulação de pessoas, sejam colegas do serviço público, autoridades ou usuários”. “Ou seja, proíbo a realização de quaisquer bloqueios ou empecilhos à movimentação das pessoas, no desempenho de suas atividades normais e lícitas e ao transporte de mercadorias e cargas”, afirma a decisão. Para o ministro do STJ, a operação-padrão “é uma tática que provoca inegáveis perturbações no desempenho de quaisquer atividades administrativas”.

Proposta – A União das Carreiras de Estado (UCE), que representa 22 categorias de servidores, divulgou nota onde considera insuficiente a proposta do governo de conceder aumento total de 15,8 % em três anos e marcou para a próxima quinta-feira uma assembleia para discutir paralisações, que atingiriam o Banco Central e a Controladoria-Geral da União (CGU), entre outras.

O governo reservou entre 14 bilhões de reais e 22 bilhões de reais para o reajuste de servidores, conforme informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

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(Com Agência Estado)

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