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Ministro é contra envio do Exército para julgamento de Lula

Prefeito de Porto Alegre solicitou apoio de tropas federais para atuar na cidade no dia da decisão do TRF4

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 4 jan 2018, 22h58 - Publicado em 4 jan 2018, 22h53

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta quinta-feira que não concorda com o uso das Forças Armadas para reforçar a segurança em Porto Alegre no dia 24 de janeiro, durante o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O apoio do Exército e da Força Nacional foi solicitado pelo prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), como medida preventiva aos protestos que estão sendo organizados por militantes do PT.

“Não cabe à Prefeitura de Porto Alegre solicitar o emprego de Forças Armadas. Somente ao governo do Estado, e se houver perda de controle, o que não é o caso”, declarou o ministro. “Senão, poderíamos ter prefeito dos seis mil municípios pedindo a mesma coisa, em caso de problemas em suas cidades.”

Jungmann argumentou que a Polícia Militar de Porto Alegre “é muito bem preparada e equipada e sabe agir (em casos de distúrbio)”. Ele avaliou que “estão maximizando” a situação. Jungmann avisou ainda que, será contra caso haja um novo pedido de emprego das tropas federais em Porto Alegre.

Julgamento

Lula já foi condenado em primeira instância a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Se a condenação for confirmada, o petista pode ser impedido de disputar a eleição presidencial deste ano.

De acordo com nota divulgada pelo prefeito tucano, líderes políticos convocaram uma “invasão” em Porto Alegre. Ele utilizou esta justificativa para defender a necessidade de reforço militar para “preservar a integridade dos cidadãos e do patrimônio coletivo”.

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