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Ministro é aconselhado a encerrar carreira no TCU com julgamento do 5G

Políticos de diversos partidos trabalham por aposentadoria antecipada de Raimundo Carreiro e pela indicação de Kátia Abreu para a vaga

Por Laryssa Borges Atualizado em 15 ago 2021, 12h15 - Publicado em 15 ago 2021, 12h20

O ministro Raimundo Carreiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), foi aconselhado a encerrar sua passagem pela Corte com um julgamento crucial para o governo, a análise do edital para a adoção de internet 5G no país. O tema está pautado para o próximo dia 18 no Plenário do TCU e, segundo interlocutores, poderia marcar a aposentadoria antecipada de Carreiro e o início da tramitação para que ele seja indicado como embaixador do Brasil em Portugal.

Ex-secretário-geral do Senado indicado pela Casa Legislativa ao TCU, Carreiro oficialmente se aposentaria em setembro de 2023, mas emissários do governo o convidaram a antecipar a saída do tribunal e assumir um posto diplomático no exterior. A ideia é que, com sua saída, a senadora Kátia Abreu (Progressistas-TO) possa ser indicada ao cargo. Ela conta com apoios dentro do MDB, de partidos do Centrão e até de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro, que acreditam que, por ter sido forjada na política, ela não se voltaria contra prefeitos, governadores e contra o governo federal na análise de prestações de contas e contratos.

Uma das sugestões apresentadas a Carreiro é a de que, após a avaliação do edital do 5G, ele peça férias do TCU para evitar participar de outros julgamentos enquanto o governo brasileiro apresenta seu nome – ou agrément na linguagem diplomática – ao governo português para que ele ocupe o posto máximo da embaixada brasileira em Lisboa. Neste intervalo, parlamentares trabalhariam por uma ampla aceitação do nome de Kátia Abreu. A senadora é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado e caberia a ela agendar a análise do nome de Carreiro para o novo posto.

Desde que o ministro do TCU foi consultado pela primeira vez sobre a possibilidade de antecipar a aposentadoria, políticos ventilaram como substituto o também senador Antonio Anastasia (PSD-MG), que foi sondado se concordaria em concorrer à indicação. Nem Anastasia nem a senadora assumem publicamente a candidatura. Nos últimos dias o primeiro deu indícios de que pode jogar a toalha ao anunciar publicamente ser candidato à reeleição ao Senado, enquanto Kátia foi aconselhada a submergir para dar tempo às articulações de apoiadores.

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