Novas Revelações: Acesse com exclusividade novas revelações de Vorcaro. Assine Agora!

Ministério Público também recorre ao TSE para cassar diploma de Cláudio Castro

Efeitos da condenação do ex-governador têm impacto direto sobre a sucessão no estado

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 Maio 2026, 19h16 | Atualizado em 5 Maio 2026, 19h28
Ministério Público também recorre ao TSE para cassar diploma de Cláudio Castro Priorize VEJA no Google

O Ministério Público pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revise o julgamento que condenou o ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e declare a cassação do seu diploma, mesmo que ele não esteja mais no cargo. Castro renunciou na véspera da decisão, o que embaralhou a sucessão no estado porque o formato da eleição para definir quem vai concluir seu mandato – direta ou indireta – depende do que veio antes, ou seja, dos motivos que levaram o cargo a ficar vago.

Se o TSE decretar a cassação, a eleição deve ser direta, por voto popular, e não na Assembleia Legislativa, como tende a ocorrer se a Justiça chancelar a saída voluntária do ex-governador. O vice-procurador Eleitoral Alexandre Espinosa defende que o tribunal não pode “premiar a estratégia processual de esvaziamento das consequências jurídicas do ilícito eleitoral”.

O recurso foi apresentado com base no acórdão do julgamento – documento que reúne a ementa, o relatório do processo, os votos dos ministros e o dispositivo, ou seja, a decisão final do tribunal. Para o Ministério Público, o material expõe uma “contradição interna” entre o conteúdo dos votos da corrente majoritória e a conclusão do julgamento, segundo a qual não teria havido maioria para cassação do diploma.

“O exame analítico dos votos proferidos, contudo, revela panorama diverso: no contexto de dispersão qualitativa dos pronunciamentos, formou-se maioria pela cassação dos diplomas dos integrantes da chapa majoritária”, argumenta Espinosa.

Continua após a publicidade

Segundo o raciocínio do vice-procurador, salvo os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, que votaram para absolver o ex-governador, três ministros (Isabel Gallotti, Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques) foram a favor da cassação e outros dois (Cármen Lúcia e Antonio Carlos Ferreira) não abordaram diretamente a controvérsia. “A aritmética conduz, portanto, à constatação da formação de maioria pela cassação do diploma”.

“A eliminação da contradição apontada conduz, como consectário lógico, ao reconhecimento de omissão na proclamação do resultado do julgamento, a ser suprida no sentido de fazer constar, expressamente, que a maioria dos votos pronunciou-se pela cassação do diploma do então Governador Cláudio Bomfim de Castro e Silva, com as consequentes retificações na ementa”, pede o Ministério Público.

Continua após a publicidade

O imbróglio envolvendo a sucessão no Rio também está sendo debatido no Supremo Tribunal Federal (STF), em ações propostas pelo PSD. O julgamento está suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Os processos no STF giram em torno do formato da eleição para definir quem vai concluir o mandato do ex-governador.

Com o recurso, o Tribunal Superior Eleitoral tem a oportunidade de arbitrar a briga antes do STF. A ala do Supremo Tribunal Federal que compõe também a Corte Eleitoral – Cármen Lúcia, André Mendonça e Kassio Nunes Marques – considera que a intervenção do STF no caso foi prematura, já que ainda havia recursos possíveis no próprio TSE. Além do Ministério Público, o ex-deputado Marcelo Freixo e a coligação A Vida Vai Melhorar (PT, PCdoB, PV, PSDB, Cidadania, Rede e PSOL) também acionaram a Corte Eleitoral pedindo a cassação do diploma de Castro.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo o site da revista, sobre fundo preto com texto BLACKFRIDAY repetidoBanner de Black Friday com fundo roxo e preto, exibindo a palavra BLACKFRIDAY repetida. À direita, um laptop prateado com uma imagem de carro na tela, um smartphone com um site de notícias e uma revista Veja aberta com uma foto de comida.
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).