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Ministério nega recuo diante de pressão de delator

João Dias, PM que revelou esquema de corrupção no Esporte, foi investigado por sindicância. Depois de relatar irregularidades, ministério voltou atrás

Por Gabriel Castro - 18 out 2011, 16h16

O Ministério do Esporte rebate a afirmação de que a pasta recuou após elaborar um documento que mostrava as irregularidades cometidas por João Dias, policial militar filiado ao PC do B e delator do esquema de corrupção na pasta. Nesta segunda-feira, o site de VEJA mostrou como, em abril de 2008, a pasta recuou depois de sofrer pressão de João Dias.

O ministério alega que houve um terceiro ofício (veja imagem abaixo), de 2009, informando à Polícia Militar a abertura de uma tomada de contas especial. O documento, datado de agosto, mostra como a pasta demorou dezessete meses para dar prosseguimento ao caso, depois de ter sido pressionada por João Dias.

Contratos – Além disso, o ofício não detalha, como a primeira versão, as irregularidades cometidas nos convênios operados por Dias. Apenas informa que o ministério decidiu abrir tomada de contas especial sobre os contratos em questão.

O recuo do ministério diante da pressão de Dias reforça as afirmações do policial militar. De acordo com ele, o ministério cedeu, na época, por temer que as irregularidades em convênios com Organizações Não-Governamentais (ONGs) fossem reveladas.

Postura – Nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, Orlando Silva negou ter havido qualquer mudança de postura do ministério em relação às irregularidades constatadas nos convênios com entidades de João Dias.

Um processo desse tipo também permite o contraditório, o direito de defesa”, disse Orlando Silva. “Não houve nenhuma mudança, nenhuma flexibilização, nenhum recuo do ministério em nenhum momento”, completou.

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