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Ministério da Justiça português admite extradição de operador de propinas da Petrobras

O Ministério da Justiça de Portugal julgou admissível o pedido de extradição do operador de propinas Raul Schmidt Felipe Junior. Segundo as investigações da Operação Lava Jato, ele atuava na distribuição de dinheiro sujo aos ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada, Renato Duque e Nestor Cerveró. Schmidt estava foragido desde julho de 2015 e foi preso em Lisboa em 21 de março. De acordo com a Polícia Federal, o investigado integrava um esquema de corrupção para beneficiar a empresa americana Vantage Drilling no contrato de afretamento do navio-sonda Titanium Explorer. Para os procuradores da força-tarefa do Ministério Público, pelo menos 31 milhões de dólares do esquema foram parar nas mãos de Zelada, do ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa e do PMDB, responsável pelo apadrinhamento político do ex-dirigente. No esquema, os lobistas Hamylton Padilha, Raul Schmidt e João Augusto Henriques atuavam como intermediários da negociação, sendo que cabia a Schmidt depositar a propina reservada a Zelada. Com a decisão do Ministério da Justiça de Portugal, encerra-se a fase administrativa do pedido de extradição e o caso agora é apreciado pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Schmidt é brasileiro naturalizado português. (Laryssa Borges, de Brasília)