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Milionário, mas sem os bolsonaristas, PSL tenta não voltar à irrelevância

Partido, que terá R$ 311 milhões para gastar na eleição deste ano, busca candidatos para tentar manter o status que ganhou após o furacão Jair Bolsonaro

Por Roberta Paduan - Atualizado em 7 fev 2020, 08h19 - Publicado em 7 fev 2020, 06h00

O Partido Social Liberal (PSL) tem uma das histórias mais inusitadas da política brasileira recente. Passou 23 de seus 25 anos de existência praticamente anônimo. Antes de 2018, nunca havia eleito um governador, contava com apenas trinta prefeitos e um único deputado federal e não tinha nenhum senador. Os tempos de irrelevância mudaram quando um inexpressivo deputado federal ingressou na legenda quase de última hora para concorrer à Presidência da República – e vencer a disputa, mesmo contra todos os prognósticos. O surpreendente furacão Jair Bolsonaro levou a sigla a eleger três governadores e quatro senadores e a conquistar 52 cadeiras na Câmara – o que lhe valeu a segunda maior bancada, atrás apenas da do PT (com 54). O capitão permaneceu no barco somente um ano e oito meses e saiu de forma nada amistosa em direção a uma nova legenda, o Aliança pelo Brasil, que está em criação.

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A breve passagem de Bolsonaro pela sigla, no entanto, foi uma espécie de bilhete premiado. O resultado das últimas eleições vai levar aos cofres do PSL, apenas neste ano, uma bolada de 311 milhões de reais, oriundos de fundos com dinheiro público para financiar gastos de campanha e despesas partidárias. Nunca antes em sua história o PSL teve tanto dinheiro. Em 2018, por exemplo, recebeu 17,5 milhões. Como ocorre com muitos que ganham fortunas do dia para a noite, o partido não tinha nem de longe estrutura e preparo para lidar com tanto dinheiro. Com a debandada bolsonarista, ficou também sem candidatos.

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