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Mesmo com atrasos, Eduardo Cunha garante votação do impeachment no domingo

A maratona de discussões do parecer pró-impeachment já dura mais de 26 horas e ainda faltam sete dos 25 partidos para falar

Por Eduardo Gonçalves, de Brasília - 16 Apr 2016, 11h05

Mesmo com o ritmo lento do desenrolar das discussões sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegou neste sábado ao plenário determinado a manter o cronogama, que definiu o início da votação do processo às 14 horas deste domingo.

A maratona de discussões do parecer pró-impeachment do relator Jovair Arantes (PTB-GO), que já dura mais de 26 horas, é dividida em duas fases. A primeira ocorre com a manifestação das 25 legendas da Casa e a segunda em falas individuais dos deputados – ao todo, 249 deputados se inscreveram para subir à tribuna, 170 favoráveis ao afastamento de Dilma e 79 pelo arquivamento do processo. Inicialmente, esperava-se que a sessão de debates dos partidos, que podem falar por uma hora cada, durasse até as 11 horas deste sábado. No entanto, ainda faltam mais sete dos 25 partidos para falar.

Por isso, Cunha afirmou que, se necessário, fará um requerimento de encerramento para a fase de discussão dos inscritos avulsos.”Sem dúvida nenhuma [está mantida a sessão para as 14h]. A gente vota o requerimento de encerramento de discussão”, disse ele. “Nós vamos colocar para o voto e vai votar. Está dentro do previsto”, completou.

Os atrasos na fase dos partidos se deu por causa da manifestação de parlamentares que pedem para usar o tempo de liderança para discursar, o que é previsto pelo regimento.

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