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Mesmo afastado, Cid Gomes mantém depoimento à Câmara

Ministro da Educação teve alta na sexta, mas segue afastado de suas funções até sábado. Parlamentares querem explicações de frase sobre 'achacadores'

Por Da Redação - 17 mar 2015, 10h34

Embora esteja afastado oficialmente do cargo para tratamento de saúde até o dia 21, o ministro da Educação, Cid Gomes, não cancelou sua ida à Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos aos parlamentares nesta quarta-feira. O ministro foi convocado pelos deputados para explicar a declaração de que na Casa legislativa havia “400, 300 achacadores” e que esses parlamentares querem o governo fragilizado para poder “tirar mais”. A assessoria do ministro informa que a agenda está mantida.

Inicialmente, a audiência estava marcada para a quarta-feira passada, dia 11, mas, no dia anterior, o ministro passou mal e foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com um quadro de “sinusite, traqueobronquite aguda e pneumopatia”. A ausência de Cid e o respectivo motivo foram informados ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por meio de ofício do ministro interino da Educação, Luiz Cláudio Costa, enviado na manhã do dia em que foi marcada a audiência.

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Nessa mesma data, Eduardo Cunha chamou Cid Gomes de “agressivo e arrogante” e afirmou que, se ele estivesse realmente doente, teria a oportunidade de comparecer à Casa na próxima quarta-feira, dia 18, destacando que “a ausência de um ministro de Estado convocado na data determinada implica crime de responsabilidade”.

(Com Estadão Conteúdo)

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