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Mercadante e Ideli tentam se defender

Utilizando-se da clássica defesa petista, o ministro afirma que a revelação do envolvimento de Ideli no escândalo é 'tentativa de atingir o governo Dilma'

Por Da Redação 27 jun 2011, 08h20

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, já deu início ao movimento para tentar livrar a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati, das investigações a respeito do envolvimento dela no escândalo do Dossiê dos Aloprados. Mercadante foi o principal mentor da fabricação de um falso dossiê contra o tucano José Serra, em 2006. Em sua edição desta semana, VEJA revela que Ideli também esteve envolvida no caso, participando das negociações para a compra do falso dossiê. A ministra também tentou se defender nesta segunda, por meio de uma nota oficial.

Em entrevista ao jornal O Globo, Mercadante saiu em defesa da colega, utilizando-se da tradicional argumentação petista: tudo não passa de uma tentativa de atingir a nova ministra e o governo Dilma Rousseff.

Como mostra reportagem de VEJA, Ideli participou de uma reunião, em 4 de setembro de 2006, na qual ficou incumbida da tarefa de divulgar o falso dossiê contra Serra. Participaram do encontro, além de Ideli e Mercadante, o sindicalista Osvaldo Bargas, o petista Expedito Veloso – responsável por revelar o envolvimento do ministro na fraude -, e o ex-chefe de inteligência da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o catarinense Jorge Lorenzetti.

Mercadante admitiu a participação de Ideli nessa reunião – mas negou que Lorenzetti – que chegou a ter a prisão decretada por envolvimento no caso – tenha participado do encontro. “O Lorenzetti nunca esteve no meu gabinete. E qual a razão para citar o Lorenzetti? Por que construíram essa mentira? Para tentar colocar a Ideli. Como Lorenzetti era de Santa Catarina, e como Ideli acabou de virar ministra, é uma forma de tentar envolver o governo Dilma que não tem nenhuma relação com esse episódio”.

Na versão do ministro, a reunião teria servido para que Bargas e Veloso o alertassem que um depoimento no Conselho de Ética do Senado poderia envolver seu nome no escândalo da máfia dos sanguessugas. Mercadante afirmou que decidiu, então, conversar com Ideli para perguntar se deveria rebater as acusações também no Conselho de Ética – e ela afirmou-lhe que não.

Mudança de versão – Ideli Salvati emitiu uma nota em que nega ter participado das negociações para a divulgação do dossiê contra o tucano José Serra, em 2006. A petista se pronunciou depois que reportagem de VEJA mostrou como Ideli se encontrou com o então senador Aloizio Mercadante e outros envolvidos no episódio para discutir o assunto, poucos dias antes de o caso vir à tona.

Ideli, que havia dito a VEJA não ter se reunido com os aloprados Expedito Veloso e Oswaldo Bargas, agora omite os dois nomes em sua versão: não nega nem desmente. A petista também dissera não se lembrar de quando havia se reunido com Mercadante. Mas agora alega que esteve com ele em setembro de 2006: “Não participei de reuniões que tivessem como tema a elaboração de material contra o candidato ao governo do estado de São Paulo, José Serra, no ano de 2006. Na condição de líder da bancada do Partido dos Trabalhadores no Senado fui chamada ao gabinete do então líder do Governo, Aloizio Mercadante, para uma reunião em setembro do mesmo ano para tratar de um depoimento que seria dado ao Conselho de Ética do Senado”, diz o comunicado desta segunda-feira.

A edição desta semana de VEJA mostra como Ideli era parte importante do esquema: foi ela quem procurou jornalistas para oferecer o falso dossiê contra Serra. O material serviria para derrubar a candidatura do tucano ao governo de São Paulo, o que favoreceria Mercadante. Além dele, o ex-governador Orestes Quércia participou da montagem da operação.

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